O
apostilamento dos policiais federais
sub judice voltou à ordem do
dia do ministério da Justiça
nesta terça-feira, 5. A Federação
Nacional dos Policiais Federais, o Sindicato
dos Delegados de Polícia Federal
e a Associação dos Peritos
Criminais Federais e o delegado regional
da Associação dos Delegados
de Polícia Federal no Rio de
Janeiro se reuniram com o chefe de gabinete
do Ministério, Ronaldo Teixeira
e com a assessoria Jurídica do
órgão para debater a situação
dos policiais que estão Sub Judice.
Um documento assinado pelas três
entidades pede a edição
de uma portaria autorizando o apostilamento
dos servidores que se encontram nessa
situação inclusive dos
servidores dos concursos de 2001 e 2004.
O drama dos policiais sub judicie começou
com a decisão do Departamento
de Polícia federal, por meio
da Diretoria de Gestão de Pessoal
em rever uma situação
já consolidada pelo ministério
da Justiça, na gestão
do então ministro Márcio
Thomaz Bastos. No despacho o ministro
destacava na época que consideram-se
como “sub Judice os delegados,
peritos, criminais escrivães,
agentes e papiloscopistas que tendo
participado do concurso de 1993 encontram-se
atualmente em exercício por força
de decisão judicial ainda não
transitadas em julgado , tendo concluído
o tempo de estágio probatório”
.
No
documento entregue ao ministério
da Justiça as entidades representativas
dos policiais destacam que a administração
pública não pode em tempos
atuais tentar “desapostilar”
os membros do DPF. Os policiais ressaltam
que a administração tem
o poder de rever seus atos, no entanto
precisa garantir aos servidores o direito
do contraditório e da ampla defesa
o que não está acontecendo
hoje.
“A
Comissão formada para proceder
com o desapostilamento, está
excedendo de sua competência legal,
quando, por exemplo, demite um APF na
SR/DPF/CE sob o argumento de que ele
não teria desistido da ação
que garantiu seu ingresso na academia,
para o curso de formação”.
Os representantes dos policiais criticaram
ainda a ação de analistas
administrativos do DPF que, se sobrepondo
às atribuições
de Advogados da União, emitem
pareceres sem a menor sustentação
legal. Segundo os policiais, este tipo
de ação repercute diretamente
na vida de servidores do DPF gerando
intranqüilidade familiar e profissional.
Para
o presidente da Fenapef, Marcos Vinício
Wink a intranqüilidade provocada
pelos técnicos do DPF está
afetando a atividade policial. “Colegas
nossos estão estressados por
conta de atos que ameaçam sua
trajetória profissional dentro
da PF”.
Wink
elogiou a disposição do
ministério da Justiça
em dialogar. “Encontramos uma
enorme boa vontade no ministério
da Justiça em achar uma solução
para nossos colegas e esperamos que
o mesmo aconteça no DPF”.
Fonte: Agência Fenapef