25 de agosto
Vinte anos na vanguarda


Foi num dia 25 de agosto de 1990 que um grupo de sindicalistas, vindos de várias partes do Brasil, fundou a Federação Nacional dos Policiais Federais. Entidade máxima dos policiais, a Fenapef é responsável por levar adiante o desejo daqueles que sonharam uma Polícia Federal mais moderna, democrática e que valorizasse os seus servidores.
Nascida junto com o sopro de democratização que varria o país da segunda metade da década de 80 em diante, a Federação sempre atuou nas lutas sindicais e nas lutas sociais na defesa de uma segurança pública de qualidade, cidadã e com policiais valorizados.
Vinte anos depois, as lutas continuam e, como sempre, a Fenapef é protagonista. A PF está mais moderna, as condições de trabalho também. Os vencimentos, se não são ideais, estão muito além dos pouco mais de 2 salários mínimos de tempos atrás.
Hoje, honrando a sua história, a Fenapef, sindicatos e categoria, travam uma batalha por uma Lei Orgânica que valorize todos. Por uma polícia que efetivamente respeite e valorize a meritocracia dos policiais. A Federação atua também para que a PF se transforme em referência em inteligência policial, investigação e contenção ao crime a não por empilhar inquéritos policiais que, em sua esmagadora maioria, não irão dar em nada.
Mas mesmo com um projeto de Polícia Federal para o futuro, a Fenapef não perde de vista sua história e as conquistas fruto da luta e do trabalho de colegas que dedicaram a vida ao Departamento e ao movimento sindical.
Testemunha ocular da história, o presidente da entidade, Marcos Wink, diz que a entidade é a responsável por avanços que há duas décadas eram inimagináveis na corporação. "Conquistamos melhores salários, respeito e ajudamos a erguer uma Polícia Federal mais moderna para o país, mas sabemos que há muito ainda a fazer", diz o presidente.
Wink ressalta que depois de 20 anos a Federação não perdeu o vigor e atua em diversas frentes. "Hoje trabalhamos para garantir que não tenhamos direitos subtraídos e também por uma Lei Orgânica moderna e que nos valorize. Atuamos por um patamar salarial condizente com uma carreira típica de estado, por uma Polícia que não seja um mero cartório e onde os policiais sejam valorizados pelos seus méritos e não pelos seus cargos".


REFLEXÃO - Em outro front, a Fenapef dá início a um processo de formulação teórica. Em parceria com cinco universidades federais, a Federação acaba de lançar o livro "Inquérito Policial no Brasil" dedicado a dar números ao processo investigatório baseado no famigerado IPL. A Federação e os sindicatos celebraram também um convênio com a Unisul destinado a oferecer aos policiais cursos de formação na área da segurança.
"Mesmo com a certeza que temos um longo caminho de lutas a percorrer, deixamos aqui os parabéns a todos os fundadores, dirigentes e a todos que contribuíram para formação desta entidade sólida, consciente e bem sucedida!", ressalta Wink.

AS LUTAS
25 de abril de 1991 – Plebiscito envolvendo todos os servidores do DPF decide pelo afastamento do então diretor-geral, Romeu Tuma. 94% votaram a favor do afastamento.
Greve 1992 – Em novembro de 1992 os policiais federais paralisam suas atividades por 24 horas, exigindo que a Direção-Geral cumpra decisões judiciais e dê melhores condições de trabalho aos servidores.
Greve de 1993 – Greve dos federais com uma semana de duração pelo restabelecimento da proporcionalidade remuneratória prevista no Decreto-Lei 2.251/85.
Greve de 1994 – No dia 25 de abril de 1994, os policiais federais iniciam uma das suas mais longas paralisações. São 64 dias de braços cruzados por melhores condições de trabalho e pela isonomia com os policiais civis do Distrito Federal. O movimento levaria o Exército a invadir unidades da PF em vários estados.
Lei 9.266/96 - A mobilização política das entidades trouxe também a lei 9.266/96 materializada durante a administração do ex-diretor-geral da PF, Vicente Chelotti.
PEC 28/1999 – A mobilização da FENAPEF fez com que fosse sobrestada a tramitação da proposta de emenda constitucional nº 28/1999, de autoria do senador Romeu Tuma, equiparando os delegados de polícia às carreiras jurídicas. Foi uma grande vitória, tendo como fator decisivo o apoio da então senadora Emília Fernandes.
Lei Orgânica 2001 – indignados com a apresentação de um projeto de Lei Orgânica extremamente corporativa, em benefício apenas da categoria funcional dos delegados, a FENAPEF e sindicatos filiados promovem atos de protesto contra a Lei Orgânica elaborada por um grupo de delegados nomeado pelo diretor-geral Agílio Monteiro. A Administração da PF recua e nomeia uma nova comissão, constituída por representantes de todas categorias e das entidades classistas.
MP 51/2002 – o Governo Federal criou a estapafúrdia Guarda Fardada Federal, dentro da Carreira Policial Federal. Seria a volta do nível médio na carreira e, para completar, com um segmento fardado. O Brasil inteiro se levantou contra a MP, inclusive com um dia de paralisação e a FENAPEF conseguiu um feito inédito no Congresso Nacional: a medida provisória foi rejeitada.
Greve 2003 e 2004 – os policiais federais paralisam suas atividades em dezembro de 2003 e fazem uma greve geral e unificada,com adesão total em todo o Brasil,durante 59 dias, de março a maio de 2004, pleiteando o reconhecimento do nível superior, melhores condições de trabalho, pagamento antecipado das diárias e gratificações para os servidores administrativos do Plano Especial de Cargos.
Março de 2007 – Pela primeira vez um ministro da Justiça visita a Federação Nacional dos Policiais Federais.
Paralisação de 2007 – Policiais federais paralisam atividades pelo cumprimento do acordo assinado pelo governo com a categoria prevendo o pagamento do reajuste salarial. Todos policiais aderem ao movimento.
Terceira classe - Policiais conseguem o reenquadramento para os colegas que ingressaram na terceira classe
Plebiscito - Policiais organizam plebiscito para avaliação do diretor-geral Luiz Fernando Correa. Mais de 80% dizem não ao DG.


AS CONQUISTAS
O principal impacto da mobilização sindical foi no bolso. É a partir dos Sindicatos e da Federação que os policiais começam a sentir o contracheque ganhar corpo. Foi através da mobilização sindical, por exemplo, que os policiais conquistaram os 78% da GOE em 1991.
Outro avanço para o Bolso dos federais foi a incorporação dos 70% referentes à Gratificação Temporária, autorizada dia 31 de dezembro de 1994. Por meio de uma ação da Fenapef também, os policiais conseguiram a primeira tutela antecipada concedida no Brasil em 1995. A medida garantiu a isonomia salarial entre os policiais federais e os policiais civis do Distrito Federal, mais do que dobrando seus salários.
A mobilização política das entidades trouxe também a lei 9.266/96 materializada durante a administração do ex-diretor-geral da PF, Vicente Chelotti.
Em 2007, na última mobilização dos policiais, a categoria conseguiu que o governo federal cumprisse o acordo assinado pelo então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Os salários foram reajustados depois de meses de negociações e paralisações dos policiais federais que foram notícia no Brasil e no mundo.
Mobilizações que fazem história
Os 20 anos de vida da Federação Nacional dos Policiais Federais foram marcados por diversas manifestações e mobilizações de norte a sul do Brasil. Neste período duas greves marcaram o DPF. A primeira grande greve, ocorrida em 1994, parou o Departamento por 64 dias. Na época os administradores colocaram o Exército para invadir algumas superintendências da PF, entre elas a de Brasília.
Em uma entrevista à revista Caros Amigos o ex-presidente da Fenapef, Francisco Garisto fala sobre a invasão do exército: “Quando deu 10 horas da noite, eles chegaram com helicóptero, tanque, na Esplanada dos Ministérios, saiu na edição extra do Jornal Nacional, ficaram fazendo exibição que era para amedrontar, já aproveitava e dava um susto no Congresso todo. Aí invadiram a Polícia Federal de Brasília também, já haviam invadido São Paulo. No mesmo dia, estou almoçando com o Moroni na Câmara, me liga o agente Simão, delegado sindical de Foz do Iguaçu: “Gaga, perdemos a ponte! O Exército está aqui”. Eu falei: “O Exército em Foz do Iguaçu também?” Estranhei porque estávamos fazendo operação padrão lá. Eu: “E vocês estavam aí?” “Estávamos, o que eu faço?” Eu disse: “Sai daí, se manda, fuzil contra metralhadora é caca na certa”. “Mas não deixa ninguém?” “Não, se manda, é Exército, o dono de tudo, ele fica tomando conta do posto agora.”.
À noite vem o Jornal Nacional e aparece a repórter com o microfone na boca do Simão, que tinha falado comigo ao telefone: “O senhor vai fazer o que agora?” “Estávamos trabalhando, temos ordem da federação de trabalhar aqui 30 por cento, o Exército chegou, agora eles vão ficar com o trabalho e com a responsabilidade e vamos embora....
Aí eles recolheram as tropas. Mas depois ficamos muito chateados porque eles sacanearam a gente: correram no Supremo para tornar nossa greve ilegal, depois de 64 dias. O ministro da Justiça nos traiu. Aí voltamos ao trabalho. A moçada queria continuar a greve, eu disse: “Agora, não, contra o Supremo é ir contra a lei, aí é revolução.
O também ex-presidente da Federação e atual presidente do Sindicato dos Policiais Federais em Alagoas, Jorge Venerando de Lima avalia que a mobilização dos policiais ao longo dos últimos 18 anos foi a responsável pelas conquistas da categoria. Para ele, muito ainda há para ser conquistado. “Queremos uma carreira onde o policial entre na base e chegue ao topo, queremos uma polícia mais democrática e uma Lei Orgânica moderna e que não privilegie apenas alguns”, diz.
O movimento paredista de 2004 parou a PF por mais de dois meses. Mas ao contrário do episódio vivido pelos federais 10 anos antes a greve desta vez foi alvo de decisões judiciais determinando o corte do ponto dos policiais. A mobilização de 2004 seria fundamental para a conquista do reajuste salarial em 2007 e para o início da discussão da Lei Orgânica.

Fonte: Agência Fenapef - Matéria 26.08.2010
 


Especialização em Gestão da Segurança Pública

A Fenapef e os sindicatos iniciam processo seletivo para bolsas de estudo de 60%
 


A Fenapef e os sindicatos filiados iniciaram nesta quarta-feira, 11, o processo seletivo para bolsas de estudo de 60% para o curso de Especialização em Gestão Integrada da Segurança Pública. As inscriições encerram no próximo dia 16. O objetivo é estimular estudos de alto nível acadêmico sobre segurança pública. O projeto é voltado aos servidores sindicalizados e faz parte do convênio assinado pela Federação e pela Universidade do Sul de Santa Catarina- UNISUL.


Além dos 10% oferecidos pela Unisul, os sindicatos que concordaram em participar do programa e a Fenapef, oferecem mais 60% aos sindicalizados em geral. O curso de Especialização em Gestão Integrada de Segurança Pública em parceria com a Universidade do Sul de Santa Catarina- UNISUL, acontece na modalidade à distância. Os alunos terão também isenção na taxa de inscrição no valor de R$ 55,00.

O profissional formado deverá ser capaz de promover o gerenciamento da segurança, a partir das mais modernas técnicas de gestão, segundo uma perspectiva democrática e cidadã, e com rigorosa observância dos direitos humanos. O aluno terá que realizar autonomamente pesquisa científica na área que possa vir a contribuir com a melhoria e o avanço dessas atividades.

A FENAPEF orienta os sindicalizados que desejam obter a bolsa de 60% de desconto que entrem em contato com seus sindicatos para obtenção de maiores informações sobre o processo seletivo. Ou pelo e-mail pos.unisul@fenapef.org.br.


As informações acadêmicas sobre o curso estão disponíveis aqui


Fonte: Agência Fenapef - Matéria 12.08.2010
 


DPF
Reunião discute plano de saúde dos servidores





Uma reunião realizada nesta terça-feira, 3, entre a federação Nacional dos Policiais Federais e a Consultoria Jurídica do Departamento de Recursos Humanos do DPF discutiu a solução para os planos de saúde dos policiais. A vigência do contrato com a Medial Saúde termina no dia 30 dezembro e pode ser renovada somente até o dia 30 de março. Neste meio tempo o DPF deve realizar licitação para a contratação de um novo plano.


A proposta da Fenapef, reafirmada pelo diretor de Seguridade Social Naziazeno Florentino dos Santos Junior (Filé), durante a reunião, é de que os servidores que optarem por planos particulares tenham direito ao reembolso. “Para isso o DPF depende de um parecer do ministério do Planejamento autorizando o repasse direto aos policiais que optarem por essa modalidade”, diz Florentino.


O diretor de Seguridade Social revela também que os servidores que tem o plano da GEAP não serão prejudicados. “A GEAP é contratada por meio do ministério da Justiça, portanto não haverá qualquer prejuízo aos servidores que têm esse plano”.


Fonte: Agência Fenapef com SSDPF/RJ  - Matéria adicionada em 06.08.2010
 



Perigo Deputado denúncia terceirização em aeroportos



O deputado Celso Russomanno (PP-SP) afirmou que os funcionários terceirizados não deveriam fazer fiscalização de pessoas e bagagens em aeroportos. Russomano criticou a terceirização da vistoria de passaportes. “Hoje, pessoas terceirizadas têm senhas de policiais para olhar os passaportes. O poder de polícia não se transfere e não se terceiriza.” A Federação Nacional dos Policiais Federais denunciou a terceirização no aeroportos durante as audiências públicas que discutiram a Lei Orgânica da PF.


O deputado disse que nenhum dos funcionários terceirizados com quem conversou no aeroporto de Guarulhos (SP) sabia falar outra língua além do português, o que afetaria eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Atualmente, há um termo de ajustamento de conduta, firmado entre a Infraero e o Ministério Público, que permite a fiscalização em aeroportos por terceirizados.


Fonte: Agência Fenapef com Agência Câmara - Matéria adicionada em 05.08.2010
 



SSDPF/RJ - JUSTIÇA IMPEDE A DEMOLIÇÃO DE IGREJA

 NO PRÉDIO DA SUPERINTENDÊNCIA NO
 RIO DE JANEIRO !!!

 


Foto: Tristão.

O Presidente do SSDPF/RJ, Telmo Correa, moveu Ação Popular contra a União Federal e obteve decisão liminar que impede a demolição da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, existente no interior do prédio da Superintendência Regional do Rio de Janeiro.

“O objetivo da Ação Popular é preservar os valores culturais, religiosos e a memória dos servidores administrativos e policiais”, diz Telmo Correa.

Em decisão ressalta o Juiz federal Iorio Siqueira D’Alessandri Forti: “...há que se notar que são relevantes os argumentos expostos na petição inicial quanto ao valor sentimental e religioso da capela onde foram realizadas missas de corpo presente de Policiais Federais falecidos em serviço, de modo que, mesmo em não se tratando de bem tombado, justifica-se a admissão desta Ação Popular para proteção do Patrimônio Cultural (art. 6º do Decreto 7.107/08), bem como o deferimento da liminar para obstar cautelarmente a demolição da capela,...””... Do exposto, DEFIRO EM PARTE O REQUERIMENTO DE LIMINAR para impor à parte ré a obrigação de não praticar, enquanto estiver em vigor esta decisão, qualquer ato tendente à demolição ou agravamento da deterioração da Capela do Sagrado Coração de Jesus, bem como para impor que tome medidas ativas para assegurar a proteção e segurança da capela, fixada, desde já, multa de R$ 150.000,00 (cem e cinqüenta mil reais) para o caso de demolição,...”

O SSDPF/RJ conta e espera da DLOG, sensibilidade suficiente para, urgentemente, fazer a revisão do projeto de reforma da Superintendência Regional do Rio de Janeiro, no sentido de se preservar a Capela do Sagrado Coração de Jesus pertencente a todos os servidores.
 


Foto: Tristão.
 


Foto: Tristão.


Fonte: SSDPF/RJ.
 



Leia a íntegra da Decisão Judicial !


2010.51.01.012399-7 6002 - AÇÃO POPULAR

Autuado em 22/07/2010 - Consulta Realizada em 23/07/2010 às 19:50
AUTOR: TELMO CORREA PEREIRA DOS REIS
ADVOGADO: DAYSE TEIXEIRA CARDOSO
REU: UNIAO FEDERAL
08ª Vara Federal do Rio de Janeiro - RENATO CESAR PESSANHA DE SOUZA
Juiz - Decisão: IORIO SIQUEIRA D'ALESSANDRI FORTI
Distribuição-Sorteio Automático em 23/07/2010 para 08ª Vara Federal do Rio de Janeiro
Objetos: ATOS E PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS; RESPONSABILIDADE CIVIL

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Concluso ao Juiz(a) IORIO SIQUEIRA D'ALESSANDRI FORTI em 23/07/2010
para Decisão SEM LIMINAR por JRJISF

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PROCESSO Nº 2010.51.01.012399-7

AUTOR: TELMO CORREA PEREIRA DOS REIS
REU: UNIAO FEDERAL

Decisão

TELMO CORREA PEREIRA DOS REIS ajuizou AÇÃO POPULAR em 23/07/2010 em face da UNIÃO FEDERAL.

Narra que o complexo imobiliário onde funciona o Departamento de Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro é imóvel público pertencente ao Estado do Rio de Janeiro, onde originalmente funcionou a Imprensa Nacional. Em 1947, foi lançada a pedra fundamental da Capela do Sagrado Coração de Jesus, na presença do Arcebispo do Rio de Janeiro. Em 1979, a Imprensa Nacional foi transferida para Brasília e o imóvel foi ocupado pela Polícia Federal, mas até hoje aposentados e pensionistas da Imprensa continuam freqüentando a capela, junto aos servidores ativos e inativos da Policial.

Explica que tal imóvel passa por obras de revitalização, sendo iminente a demolição de todo o pátio, inclusive da capela, área de 35m2 situada no campo esquerdo do pátio, fora da área de alcance do projeto de novas construções, para implantação de um espaço ecumênico.
Informa que

O autor popular sustenta que tal decisão de demolir a capela para construir um espaço ecumênico constitui ato contrário ao patrimônio público e ao patrimônio cultural, porque:

i) há vício de forma, já que a Lei Municipal 4.041/2005 condiciona a demolição de igrejas e templos religiosos de qualquer culto situados no Município do Rio de Janeiro a prévia autorização judicial (sendo desinfluente que o imóvel seja de propriedade do Estado cedido à União);
ii) o ato viola o art. 44 do Código Civil, que assegura a livre criação, organização e estruturação interna e funcionamento das organizações religiosas;

iii) o fundamento invocado construção de espaço ecumênico de 100m2 não justifica a demolição de uma capela (ambos podem coexistir), pois a capela não é espaço de visitação, mas de prática de atos religiosos da religião católica, com datas fixas e ritos próprios e distintos das outras religiões, não sendo possível sua conversão em espaço de convivência com outras religiões ou credos;

iv) o ato afronta o Decreto 7.107/2010, que promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e a Santa Sé relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil;

v) a capela foi destinada a ser templo religioso de profissão da religião católica, e sua eliminação sumária importará em profanação, até porque, pela singularidade de sua localização, foi palco de inúmeras missas de corpo presente de policiais mortos em serviço, o que a transforma em patrimônio espiritual dos familiares e da própria Polícia Federal;

vi) a iminente destruição da capela supondo que fosse admissível não se fez preceder de consulta à Cúria Metropolitana ou à Arquidiocese competente para que fossem adotadas as providências de preservação e realocação do altar, das imagens religiosas, telas, adornos, Bíblias, etc.

Pede, por isso, liminar para (i) impedir a parte ré de praticar qualquer ato tendente à demolição, agravamento da deterioração, ou obstaculização do acesso dos fiéis à capela, e (ii) compelir a parte ré a assegurar a proteção e segurança da capela, assegurar o acesso dos fiéis, e permitir seja utilizado o auditório do Departamento em atos religiosos cujo número de participantes exceda a capacidade física da capela.

Pede, ainda, sejam indenizados todos os danos materiais que a capela venha a suportar em razão das obras no complexo imobiliário onde hoje funciona a Polícia Federal, bem como indenizados os danos morais causados pela ordem de demolição.

É o relatório. Passo a decidir.

Inicialmente, registro que a petição inicial que foi submetida à digitalização não se encontrava assinada, mas que a falha já foi suprida pela patrona do autor popular, que juntou a última folha assinada.

Ainda preliminarmente, registro que o documento de fl. 37 comprova a qualidade de cidadão do autor popular, mediante juntada de cópia do título de eleitor.

No mérito, registro que a Lei Municipal 4.041/05 é flagrantemente inconstitucional, pois, ainda que caiba ao Município a competência de agir para conservar o patrimônio público (arts. 23, I, e 30, VIII, da Constituição), a competência legislativa para tanto é reservada à União, aos Estados e ao Distrito Federal (art. 24, VII, da Constituição), não se inserindo dentre as hipóteses de competência legislativa do art. 30 da Constituição. Aliás, segundo o art. 5º, VI, da Constituição, ¿é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias: a proteção aos locais de culto e a suas liturgias deve ser objeto de lei geral própria sobre essa matéria, o que afasta o interesse local que poderia justificar a edição de lei municipal. Ainda que fosse superado o vício de inconstitucionalidade formal, haveria inconstitucionalidade material por violação à independência entre os poderes, já que a norma visa suprimir a autoexecutoriedade dos atos da Administração Pública, condicionando o agir desta à autorização do Poder Judiciário.

A invocação do art. 44, § 1º, do Código Civil também é impertinente. Essa norma visa assegurar a não interferência do Estado Brasileiro no funcionamento e estruturação das organizações religiosas, na forma do art. 3º do Decreto 7.107/08 o que certamente não é o caso em discussão. A demolição de uma capela que se situa em um imóvel público (e provavelmente lá se situa com base em autorização ou permissão de uso, sem prazo e necessariamente a título precário) não constitui em embaraço ao pleno funcionamento da Instituição Religiosa ou da construção de novos templos em áreas que não sejam públicas.

Mais: o que o Estado quer, no caso, não é nem mesmo a supressão da prática religiosa, pelo contrário, o objetivo é substituir uma capela vinculada exclusivamente à fé católica por um templo ecumênico, que possa comportar manifestações plurais (sem prejuízo do uso do espaço, em datas previamente agendadas, para ritos próprios de uma única fé).

Noutras palavras, o espaço público pertencente ao Estado e cedido à prática religiosa (inicialmente, dos servidores da Imprensa Nacional, e agora dos Policiais Federais) deixa de servir a uma única religião para servir de forma ampla e irrestrita aos servidores de todas as fés.

Não se pode pretender extrair do fato de a capela existir há anos no local (estar lá há tempos não significa que a ocupação tenha deixado de ser a título precário, até porque se trata de ato de uso de bem público pertencente a um Estado laico em favor de uma única religião, em detrimento das demais) um suposto direito à imunidade contra ato de remoção ou demolição do templo, ainda mais quando o ato é justificado por uma ampla reforma no pátio da Polícia Federal que resultará, dentre outras coisas, em preservação do espaço destinado à prática religiosa de forma não exclusiva e não excludente.

Aliás, ao que tudo indica, o art. 7º do Decreto 7.107/08, ao regulamentar, em parte, o art. 5º, VI, da Constituição, admite a demolição ou destinação pelo Estado a outro fim nos caos de necessidade ou utilidade públicas ou de interesse social (como é o presente caso):

Artigo 7º.
A República Federativa do Brasil assegura, nos termos do seu ordenamento jurídico, as medidas necessárias para garantir a proteção dos lugares de culto da Igreja Católica e de suas liturgias, símbolos, imagens e objetos cultuais, contra toda forma de violação, desrespeito e uso ilegítimo.

§ 1º. Nenhum edifício, dependência ou objeto afeto ao culto católico, observada a função social da propriedade e a legislação, pode ser demolido, ocupado, transportado, sujeito a obras ou destinado pelo Estado e entidades públicas a outro fim, salvo por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, nos termos da Constituição brasileira.

A Igreja Católica, como qualquer outra Instituição Religiosa, tem o direito de existir dentro do Brasil sem sofrer embaraços, oposição, ou perseguição por parte do Estado Brasileiro, mas não tem o direito de exigir ou impor a manutenção de seus templos e símbolos religiosos dentro de espaços públicos. Tal presença se justificou durante séculos, uma vez que a religião católica era a religião oficial do Império (art. 5º da Constituição de 1824) e que faz parte das raízes históricas da cultura brasileira, exercendo forte influência até quanto aos que não a professam o que não muda o fato de que a relação entre esta e qualquer outra Instituição Religiosa e o Estado deve ser de convivência harmônica e garantia da liberdade, mas nunca de subvenção, subordinação ou subserviência. Nesse sentido, já enunciava a Constituição da República de 1891:

Art 72 - A Constituição assegura a brasileiros e a estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade, à segurança individual e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)

§ 3º - Todos os indivíduos e confissões religiosas podem exercer pública e livremente o seu culto, associando-se para esse fim e adquirindo bens, observadas as disposições do direito comum.§ 4º - A República só reconhece o casamento civil, cuja celebração será gratuita.

§ 5º - Os cemitérios terão caráter secular e serão administrados pela autoridade municipal, ficando livre a todos os cultos religiosos a prática dos respectivos ritos em relação aos seus crentes, desde que não ofendam a moral pública e as leis.

§ 6º - Será leigo o ensino ministrado nos estabelecimentos públicos.

§ 7º - Nenhum culto ou igreja gozará de subvenção oficial, nem terá relações de dependência ou aliança com o Governo da União ou dos Estados.
(...)

Entretanto, há que se notar que são relevantes os argumentos expostos na petição inicial quanto ao valor sentimental e religioso da capela onde foram realizadas missas de corpo presente de Policiais Federais falecidos em serviço, de modo que, mesmo em não se tratando de bem tombado, justifica-se a admissão desta Ação Popular para proteção do Patrimônio Cultural (art. 6º do Decreto 7.107/08), bem como o deferimento da liminar para obstar cautelarmente a demolição da capela, ao menos até que seja estabelecido o contraditório e possam ser amplamente expostos os argumentos e interesses legítimos a serem ponderados pelo Judiciário. O art. 6º do Decreto em questão não comporta interpretação extensiva ou amplíssima, a fim de não desbordar dos limites constitucionais que impõem ao Estado laico não subvencionar nem prestigiar nenhuma religião em detrimento de outra, mas é seguro que a demolição pura e simples da capela, sem nenhum esforço prévio de contato com as autoridades religiosas para que possam preservar ou transferir os objetos sagrados parece medida decidida às escuras, incompatível com um Estado que deve ter a publicidade e transparência dentre seus vetores de atuação (art. 37 da Constituição), até mesmo para que seus atos possam ser submetidos ao controle democrático e jurisdicional:

Artigo 6º
As Altas Partes reconhecem que o patrimônio histórico, artístico e cultural da Igreja Católica, assim como os documentos custodiados nos seus arquivos e bibliotecas, constituem parte relevante do patrimônio cultural brasileiro, e continuarão a cooperar para salvaguardar, valorizar e promover a fruição dos bens, móveis e imóveis, de propriedade da Igreja Católica ou de outras pessoas jurídicas eclesiásticas, que sejam considerados pelo Brasil como parte de seu patrimônio cultural e artístico.

§ 1º. A República Federativa do Brasil, em atenção ao princípio da cooperação, reconhece que a finalidade própria dos bens eclesiásticos mencionados no caput deste artigo deve ser salvaguardada pelo ordenamento jurídico brasileiro, sem prejuízo de outras finalidades que possam surgir da sua natureza cultural.
(...)

De resto, não se justifica que, por período de tempo limitado, enquanto o complexo imobiliário esteja em obras, seja mantida a freqüência à capela, o que poderá dificultar ou atrasar o cronograma das obras e poderá sujeitar desnecessariamente a risco os freqüentadores.

Do exposto, DEFIRO EM PARTE O REQUERIMENTO DE LIMINAR para impor à parte ré a obrigação de não praticar, enquanto estiver em vigor esta decisão, qualquer ato tendente à demolição ou agravamento da deterioração da Capela do Sagrado Coração de Jesus, bem como para impor que tome medidas ativas para assegurar a proteção e segurança da capela, fixada, desde já, multa de R$ 150.000,00 (cem e cinqüenta mil reais) para o caso de demolição, ou multa proporcional a este valor no caso de dano (sendo que, se o dano for superior a 20% ou de tal ordem que inviabilize a restauração, incidirá a multa plena), sem prejuízo da responsabilização criminal, administrativa e civil dos responsáveis (seja por ação, seja por omissão). Indefiro o requerimento quanto à pretensão de compelir as autoridades a assegurarem a continuidade do acesso dos fiéis nos dias que antecederem as obras e durante a sua realização, incluindo o prazo razoável de finalização, bem como indefiro o pleito no sentido de compelir as autoridades públicas a cederem áreas do complexo imobiliário da Polícia Federal a fim de que sejam usadas para a prática de atos religiosos em substituição à capela. Por fim, esclareço que o deferimento desta liminar não obsta que seja estabelecido contato com as autoridades religiosas no sentido de buscar acordo quanto à remoção/transferência da capela para outra área que possa ser disponibilizada pela Igreja.

Intime-se imediatamente, preferencialmente por FAX (com confirmação de recebimento, identificando-se pelo nome e matrícula o responsável pelo seu recebimento), ou por Oficial de Justiça de plantão, a União (tanto a AGU quanto a Polícia Federal), já que há o risco ¿ impossível de ser confirmado documentalmente ¿ de que a demolição ocorra amanhã (sábado), permitindo a visualização do texto dessa decisão e do processo eletrônico na consulta processual do site da Justiça Federal. Em seguida, remetam-se os autos ao MPF, para manifestação emergencial no regime de plantão, sem prejuízo do prazo integral para a juntada de contestação pela parte ré.

Rio de Janeiro, 23 de julho de 2010, 18:10h.

IORIO SIQUEIRA D'ALESSANDRI FORTI

Juiz Federal
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Intimado Pessoalmente em 23/07/2010 por JRJIIT.

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Disponível para Remessa a partir de 23/07/2010 para Cível e Previdenciária - Advocacia Geral da União por motivo de Manifestação
A partir de pelo prazo de 10 Dias (Simples).
Tutelas e Liminares - MTL.0008.000170-6/2010 expedido em 23/07/2010.
Localização atual: 08ª Vara Federal do Rio de Janeiro
Diligência de INTIMACAO a cumprir.
Tutelas e Liminares - MTL.0008.000169-3/2010 expedido em 23/07/2010.
Localização atual:
Enviado em 23/07/2010 por JRJOLM
Diligência de INTIMACAO distribuida em 23/07/2010 para Ofic. de Just. nº 66
 

SSDPF - RJ 24.07.2010
 



MPF-RJ

Justiça recebe denúncia contra delegados
que coagiram colega !



A Justiça Federal recebeu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em Campos (RJ) contra dois delegados da Polícia Federal (PF) que coagiram um colega após ele ter assumido a investigação de um esquema de corrupção apurado na Operação 1203 (máfia dos combustíveis). Para investigar o esquema, um dos delegados denunciados teve seu sigilo telefônico quebrado, o que trouxe à tona a conversa entre os dois réus. Cientes de que eram gravados, eles atacaram o comportamento do colega na PF.


Os delegados denunciados Adriano Dias e Carlos Pereira vão responder por coação durante processo judicial ou policial. Escutas telefônicas flagraram os réus queixando-se do outro delegado e planejando prejudicá-lo na carreira, incluindo a intenção de avaliar negativamente o seu estágio probatório. O MPF propôs penas alternativas que, se forem aceitas pelos réus, suspenderão o processo.

O Código Penal fixa a pena para coação em curso de processo entre um e quatro anos, além de multa. Para terem o processo suspenso, os réus podem optar por fazer serviços comunitários, pagar multa, sair de sua cidade somente com permissão da Justiça ou comparecer obrigatoriamente à Justiça para justificar suas atividades.



Fonte: Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria da República no Rio de Janeiro - 20.07.2010
 



Rio de Janeiro
O pingue-pongue do inquérito policial





O inquérito policial é a peça-chave que abre – tanto quanto fecha – as portas do processo de incriminação no Brasil. Um estudo realizado ao longo do ano de 2009 em cinco capitais brasileiras – Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Brasília e Porto Alegre – constatou que a investigação criminal, sob o modelo do inquérito policial, privilegia a atividade burocrática e cartorial em detrimento da atividade investigativa.


De acordo com o sociólogo Michel Misse (foto), professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenador da pesquisa, isso ocorre porque o inquérito busca formar a culpa e não apenas apontar a probabilidade de materialidade e de autoria para subsidiar a ação penal.

“Em todas as delegacias pesquisadas há um excesso de papeis visando a atividade-fim – o relatório da investigação – e cuja função deveria ser apenas preliminar e administrativa”, afirma Misse na introdução do livro "O inquérito policial no Brasil – uma pesquisa empírica", resultante do estudo. Ele destaca ainda o preocupante afastamento tanto entre agentes policiais e delegados quanto entre delegados e membros do Ministério Público, apesar da interdependência das funções que realizam.


"Descobrimos haver uma separação entre a investigação policial técnica e o inquérito enquanto modelo que captura a investigação sob orientação política”, disse o professor na mesa redonda que antecedeu o lançamento do livro durante Seminário Internacional Violência e Democracia na América Latina, realizado em 1° de julho no Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, no Rio.

Em cada um dos cinco estados, a pesquisa foi coordenada por um especialista: no Rio, por Misse; no Distrito federal, por Artur Trindade Costa, da Universidade de Brasília; no Rio Grande do Sul, por Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, da PUC-RS, em Pernambuco, por José Luiz Ratton, da Universidade Federal de Pernambuco; e em Minas Gerais por Joana Vargas, que era da Universidade Federal de Minas Gerais e acaba de entrar para a UFRJ.

O estudo foi sugerido pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), que promove uma campanha para repensar o papel do inquérito e necessitava de embasamento científico que sustentasse sua posição ou apontasse a necessidade de revisão.

Para o presidente da Fenapef, Marcos Vinício de Souza Wink, o esforço acadêmico confirmou a percepção da entidade sobre os problemas do inquérito e a necessidade de mudanças para dar celeridade e eficiência ao processo investigatório. Na orelha do livro, Wink afirma que o inquérito policial “gera burocracia, contradições entre opiniões policiais e jurídicas, interferências políticas, baixa taxa de esclarecimentos criminais e um ‘pingue-pongue’ de documentos entre a polícia e o Ministério Público.”

Na mesa organizada para divulgar os principais resultados do estudo, Michel Misse esclareceu que os pesquisadores não entraram na discussão jurídica, doutrinária ou política, limitando-se a realizar uma etnografia em delegacias da Polícia Civil nos cinco estados.

“Acompanhamos os trabalhos nas delegacias e analisamos dados estatísticos e de bancos de dados como o do Ministério Público do Rio de Janeiro, ao qual fomos os primeiros a ter acesso”, contou o professor. Segundo ele, não foi feita pesquisa na Polícia Federal porque os pesquisadores tiveram dificuldades em obter concordância da instituição para acompanhar os trabalhos, o que os desmotivou.

Ferrari ou carroça?

Presente à mesa, o vice-presidente da Fenapef, Paulo Roberto Poloni Barreto, afirmou que nos inquéritos da Polícia Federal a burocracia é tão grande que 60% são despachos, carimbos e envios que não acrescentam nada. “É carenagem de Ferrari em carroça puxada por burros”, afirmou, referindo-se aos inquéritos.

Ele afirmou que no pingue-pongue entre a Polícia e o Ministério Público gera-se uma quantidade imensa de papeis. “O computador facilitou a produção de textos, mas trouxe o efeito perverso de aumentar a produção de papeis, resultando em autos volumosos, cheios de folhas inúteis que não têm valor provante, enquanto as provas se escondem no meio delas”, disse.

Para Poloni, a finalidade da burocracia do inquérito é justamente fazer demorar a apresentação dos casos. “Elementos de prova vão se diluindo com o tempo, criando condições para absolvição, penas leves ou arquivamento. A morosidade da Justiça Criminal é auxiliada pelo burocrático inquérito policial, que não evoluiu como os crimes”, lamentou. Uma prova da ineficiência do sistema, segundo o policial federal, é que há muitos inquéritos e poucas condenações.

A professora Joana Vargas questionou o papel do Ministério Público. “O MP fica na posição de apenas encampar o inquérito ou reenviá-lo ao delegado por considerar que as provas são insuficientes, dando-lhes novos prazos. Para cumprir prazos legalmente estabelecidos, o inquérito mal-sucedido não fica em lugar nenhum, até que, passados meses - e em não poucos casos, anos - ele venha a ser arquivado. Isso foi amplamente observado durante a pesquisa.”

Um problema relatado por Misse na introdução do livro como comum a todas as capitais estudadas é o grande volume de ocorrências criminais, em comparação ao número de investigadores e delegados incumbidos de dar-lhes tratamento. Esta constatação, segundo o professor, é agravada pela desconexão prática do trabalho investigativo com a rotina de policiamento preventivo das polícias militares.

No caso do homicídio doloso, afirma o professor, o problema é agravado pelo fato de que a preservação do local do crime nem sempre é feita pela Polícia Militar, a primeira a chegar, além dela não ser treinada para investigar não lhe é permitido realizar as investigações iniciais, decisivas neste e em outros tipos de crime. Em compensação, verificou-se que grande parte dos crimes que apresentam melhor taxa de elucidação resultam de flagrantes, isto é, em boa medida do trabalho das polícias militares e em menor medida de investigações da Polícia Civil. “Polícias de ciclo completo poderiam resolver esse problema, mesmo mantendo as duas corporações separadas”, sugere Misse.


O professor relata ainda um persistente conflito de saberes entre os policiais investigadores e os delegados – bacharéis em Direito que ocupam a posição de autoridade policial. “Verificou-se que há conflitos de interesses entre essas categorias resultantes da inexistência de uma carreira única, que premiasse os policiais mais experientes e dedicados com o posto de autoridade policial, como em outros países”, observa.

Para comissário, conflito é especulação

De acordo com o comissário Franklin Bertholdo Vieira, diretor do Sindicato dos Policiais Civis do Rio de Janeiro, não existe este conflito. “A autoridade policial sempre prestigiou o trabalho da ‘tiragem’”, afirma. Segundo ele, os delegados e os profissionais que colhem e materializam as provas - investigadores, inspetores, comissários e peritos - formam um conjunto que trabalha com o mesmo objetivo. “A autoridade policial determina a diligência, mas dá toda liberdade de trabalho”, garante Betholdo Vieira, que trabalha na Delegacia de Homicídios e também é diretor da União dos Comissários de Polícia e da Coligação dos Policiais Civis.

Para o comissário, a queda de produtividade do inquérito policial se deve à falta de recursos materiais e para treinamento de policiais voltados para a investigação. A seu ver, a Polícia Judiciária foi sucateada durante muito tempo, quando foram privilegiados investimentos na Polícia Militar, para o combate e a contenção do crime. “É mais fácil e barato investir na PM”, diz.

Para o comissário, há interesses políticos por trás tanto do Ministério Público quanto da PM, que tiraram proveito do comprometimento da qualidade da Polícia Judiciária. “Como o MP se vê como dono do inquérito, todas as falhas são usadas para esvaziar o trabalho da Polícia Civil. Já a PM quer ganhar o inquérito para si, tirando-o da autoridade policial. A P2 nada mais é do que a Polícia Judiciária Militar”, explica. Segundo ele, o MP é um fiscal do inquérito, mas não o seu presidente.

O Comissário afirma, entretanto, que com a nova política que criou as delegacias legais, que integrou os sistemas, e o Programa de Delegacias de Dedicação ao Cidadão (Dedic), as informações fluem com maior velocidade e o trabalho da Polícia Civil melhorou muito.

Livro aborda inquérito em outros três países


A problemática do inquérito policial em cada estado é apresentada pelos coordenadores locais da pesquisa nos cinco primeiros capítulos, que formam a primeira parte do livro. Na segunda parte, é discutida a investigação criminal em três países - Argentina, Espanha e França. O livro tem 475 páginas. Mais informações no portal Booklink.


Fonte: Agência Fenapef, site Comunidade Segura e SSDPF - RJ - 13.07.2010
 


Dupla Dinâmica
Tropa de choque do diretor-geral atua contra DPF



Está em curso na Câmara dos Deputados uma operação para sepultar os avanços que agentes, escrivães, papiloscopistas e servidores do Plano Especial de Cargos construíram dentro do projeto de Lei Orgânica (LO) da Polícia Federal.

O mais incrível é que a manobra não está sendo patrocinada por nenhuma entidade representante de peritos ou delegados, mas sim pelo próprio Departamento de Polícia Federal.

Segundo informações colhidas pela Federação Nacional dos Policiais Federais, os delegados Luiz Pontel de Souza e Roberto Troncon estão pressionando o relator da matéria para PIORAR o texto que trata da LO do DPF. Os assessores do diretor-geral se reuniram com o deputado Laerte Bessa, em horário de expediente, para apresentar sugestões que pioram, E MUITO, o que já era ruim.

A FENAPEF repudia a atuação do DPF em assuntos que foram exaustivamente discutidos na Comissão Especial que debate a LO. Ao fazerem isso, os dois vassalos do diretor, não só subestimaram a inteligência do experiente policial e também deputado Laerte Bessa, como fizeram uso de suas posições institucionais para favorecer uma única categoria, e ainda atrapalhar os avanços dos demais servidores.

Mais do que isso. O exército de dois homens do “dotô" Luiz Fernando tentou retirar do texto qualquer palavra que possa representar ganho nas atribuições dos servidores. Para ambos, como também para a atual cúpula da Polícia Federal, os agentes, escrivães e papiloscopistas não devem ter atribuições maiores do que carregar CPUs, malotes, entregar intimação, guardar presos e, quem sabe até, servi-lhes o café.

Já aos delegados, TUDO: chefias, mordomias, carreira jurídica, adidâncias e o disparate de serem chamados de excelências, em razão de sua sonhada carreira jurídica.

A aberração patrocinada pela cúpula do DPF mostra que aquilo que o “dotô” Luiz Fernando diz, na verdade, não se escreve. Na mesma Câmara dos Deputados, onde delegados ligados a ele trabalham para que os servidores não tenham qualquer avanço, o DG disse que a Polícia federal valoriza a “meritocracia”. Ora, se este tipo de conduta, que acentua o apartheid funcional dentro do DPF, é “valorizar a meritocracia”, então não entendemos mais nada.

No fundo, no fundo, nem mesmo o “dotô" Luiz Fernando acredita no que fala. Ele, que um dia, disse que iria trabalhar por um DPF que valorizasse o servidor, hoje, por meio de seus “homens”, atua para manter privilégios.

Mas, se existe um lado bom nessa situação, é o fato de que condutas como a dos delegados Pontel e Troncon aniquilam o restante da confiança dos 20% do efetivo que ainda acreditavam na atual administração, conforme o plebiscito realizado pela FENAPEF.

De nossa parte, nos manteremos vigilantes e denunciaremos qualquer tipo de manobra do DPF contra os policiais e servidores do Plano Especial de Cargos. A FENAPEF e os Sindicatos não pouparão esforços nem ações para evitar que
a Polícia Federal do Brasil seja usada para atender interesses que não os da sociedade brasileira.

Federação Nacional dos Policiais Federais

Fonte: Agência Fenapef - 06.07.2010
 


GRAMPO é descoberto em sala da PF
 de Nova Iguaçu


Sindicato acompanha as investigações sobre a instalação DA ESCUTA

O artefato foi encontrado, nesta terça-feira, 22, por dois policiais na sala em que trabalham, no primeiro andar do prédio, da Polícia Federal em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O microfone estava escondido dentro de uma lâmpada. O carro dos dois, que também estava grampeado, foi levado para a Superintendência na Praça Mauá, no Centro do Rio.

Cerca de 50 pessoas entre agentes, escrivães e delegados estão lotados na Polícia Federal de Nova Iguaçu, a única na Baixada Fluminense e uma das mais importantes do estado.

De acordo com a Polícia Federal, a instalação do equipamento, encontrado por agentes, é legal e faz parte de uma investigação sobre corrupção de policiais.

Sindicato acompanha investigações
Há três meses, outra escuta foi descoberta na delegacia de combate ao tráfico de armas. O presidente do SSDPF/RJ, Telmo Correa, diz que o Sindicato acompanha de perto o trabalho do setor de inteligência da Polícia Federal e pede que se apure principalmente em que locais foi autorizada a instalação de escuta. “O sindicato é a própria polícia. Nós somos a favor de investigar o crime, onde estiver. Não se pode combater o crime com o crime. Nós temos que defender a legalidade da ação, a fim de defender o policial”, ressalta.

Fonte: RJTV 2ª edição
- Assista a matéria na integra

 

 


FENAPEF  divulga calendário sindical !



A partir desta segunda-feira, 21, a Federação Nacional dos Policiais Federais disponibiliza em seu site o Calendário de Atividades Sindicais. A área é destinada à publicação de informações com as ações da diretoria e dos sindicatos filiados à Fenapef. O objetivo é manter os associados informados sobre o que cada entidade realiza em seus estados.

Para o diretor de Comunicação da Fenapef, Josias Fernandes, o espaço possibilita a divulgação de atividades programadas pelas entidades sindicais. “Nosso objetivo é ampliar a divulgação das iniciativas locais e permitir que todos os policiais tenham acesso às informações".

Para divulgar as atividades no calendário, as entidades sindicais devem enviar um e-mail com as informações para webmaster@fenapef.org.br

Fonte: Agência Fenapef - 22.06.2010
 



ORÇAMENTO !

MJ anuncia liberação de recursos para a PF durante
reunião com a Fenapef






O ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto anunciou na manhã desta quarta-feira, 16, a liberação de R$ 58 milhões para a Polícia Federal. O recurso será utilizado no pagamento de diárias e movimentação de pessoal. O anúncio foi feito durante audiência do ministro com o presidente da Fenapef, Marcos Vinício Wink, com o diretor parlamentar e presidente do Sinpef/PE, Marcelo Pires e pelo diretor de estratégia sindical e presidente do Sinpef/RS, Paulo Paes.


A liberação do recurso acontece pouco mais de um dia depois da reunião entre a Fenapef, o deputado federal Paulo Pimenta e o assessor especial do presidente Lula, Swedenberger Barbosa. No encontro Wink e Pimenta expuseram os problemas enfrentados pela Polícia Federal com o contingenciamento de verbas, como atraso no pagamento de diárias e até falta de combustível para abastecimento de viaturas.

Marcos Wink frisa que o trabalho da Fenapef pela liberação de recursos para a PF foi importante. “Atuamos em um tema onde o diretor-geral é que deveria ser o protagonista”, criticou o presidente da Fenapef. Wink, salienta que na reunião foram discutidos outros temas de interesse dos policiais federais como Lei Orgânica, reestruturação salarial, policiais sub-judíce e excedentes.


Fonte: Agência Fenapef - 16.06.2010
 



RIC - RG com chip começa em novembro



A nova carteira de identidade, chamada de Registro de Identidade Civil (RIC), passará a ser emitida com chip em novembro deste ano. O documento reunirá em uma única carteira o Registro Geral (RG), o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e o título de eleitor. A Receita Federal determinou ainda regras para facilitar a obtenção imediata do CPF.


Com formato semelhante ao do cartão de crédito, o RIC terá foto, impressão digital, assinatura do portador, código e um número de dez dígitos com um dígito verificador que será registrado numa central nacional de dados, controlada pelo Ministério da Justiça. O documento continuará a ser emitido pelos institutos de identificação estaduais, mas a reunião de dados em um cadastro único vai evitar fraudes porque impedirá que o mesmo número seja registrado mais de uma vez em Estados diferentes.

O chip conterá a foto e a impressão digital. "Com esse novo documento é impossível ter fraude. Não há como alterar os dados do chip", afirma o diretor do Instituto Nacional de Identificação, Marcos Elias de Araújo. Segundo ele, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já pensa em usar o RIC nas eleições de 2012 e há conversas com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para que ele sirva também para saques. Os estabelecimentos teriam de adquirir um equipamento que faria a leitura do cartão com chip e também a leitura óptica da impressão digital. O novo sistema será instalado ao longo de nove anos, com um investimento de R$ 1,5 bilhão do governo federal.

Novo CPF. A Receita Federal publicou no Diário Oficial a Instrução Normativa 1.024, que permite que o contribuinte obtenha na hora o número do CPF. Hoje, o processo, se não houver pendências, leva em média sete dias úteis. O novo sistema, previsto pela Receita para entrar em operação em agosto, vai eliminar também a emissão de cartões de plástico. No futuro, a partir de um banco de dados unificado do governo e dos bancos, será possível obter o número pela web.

O custo para o contribuinte seguirá em R$ 5,50. Hoje, são emitidos 500 mil CPFs por mês.


Fonte: Estado de S. Paulo - 15.06.2010
 


O TRISTE FIM do diretor-geral da Polícia Federal

» Por: Marcos Wink




Fim de Feira


Em recente plebiscito realizado pela Fenapef e sindicatos, em todo o país, com o objetivo de avaliar as gestões das chefias do Departamento de Polícia Federal, o diretor-geral, Luiz Fernando Corrêa, recebeu o impressionante índice de 81% de reprovação.


Como um policial federal que assume a direção, com aprovação maciça da categoria, em pouco tempo torna-se uma figura tão indesejável junto a seus pares?

É incrível, mas a rejeição ao delegado Luiz Fernando supera a do seu antecessor no cargo, o delegado Paulo Lacerda. Este não surpreendeu ninguém. Todos sabiam que Lacerda nunca foi um policial de linha de frente. Fez o que a maioria esperava: algo muito parecido com nada.


Luiz Fernando, que ocupara outros cargos, tanto na instituição quanto em entidades sindicais, que ajudou a fundar, semeou uma expectativa de que a Polícia Federal mudaria de cara e que, na verdade, seria um diretor-geral, e não apenas mais um diretor dos delegados, como tantos outros que passaram pelo cargo.

Sua atuação à frente da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) foi promissora. Institucionalizou a meritocracia, nomeando pessoas gabaritadas, independente do cargo, para assumir funções estratégicas naquele órgão. É digno de registro, inclusive, que seu substituto foi um Agente de Polícia Federal. Certamente, hoje, esse mesmo agente teria dificuldades de conseguir audiência com o agora diretor-geral da PF.

Uma competente equipe de policiais federais, dos diversos cargos, deu suporte à ascensão profissional de Luiz Fernando, gabaritando-o a ocupar, com a simpatia de ampla parcela dos servidores, o almejado e mais alto posto de comando da PF.

Ao assumir a direção, preteriu servidores que construíram a instituição, independente de cargos, muitos deles pelo simples motivo de serem “antigões”, como são chamados os policiais federais que atingiram o topo da carreira.

Criou uma cadeia de privilégios para novos delegados, que vão desde as frequentes e céleres remoções, passando pelas nomeações para toda e qualquer chefia, até as benesses das adidâncias policiais no exterior. Os titulares de algumas destas foram definidos por critérios pouco objetivos, em detrimento de normas preestabelecidas...

O atual diretor implementou práticas desiguais e injustas na política de remoções, contemplando tão somente os chefes (leia-se delegados) com a modalidade de remoções ex-officio, acompanhadas quase sempre com o pagamento das ajudas de custos de praxe.

Com a intervenção do então ministro da Justiça Tarso Genro, que atendeu uma reivindicação da Fenapef, conseguimos mudar esse quadro e essa modalidade foi estendida a todos, independente do cargo.

Contudo, a mais recente portaria que alterou as regras para remoções na PF restabeleceu uma série de prejuízos aos colegas policiais federais que alimentavam a expectativa de serem removidos e, de repente, viram seus direitos cassados pela nova norma.


Pode-se falar do descaso com a terceira classe, a terceirização, falta de objetividade no trato das questões dos servidores administrativos, a invenção do ponto eletrônico e o absurdo número de procedimentos administrativos disciplinares.

Recentemente, tomamos conhecimento que o atual diretor designaria dois delegados para chefiar as equipes de segurança dos candidatos à Presidência da República, Dilma e Serra. Custa-nos acreditar, se for levado a sério o seu propalado discurso de meritocracia e gestão por competência.

Com que capacidade e mérito aqueles servidores ocuparão aquelas funções? Quantas e quais as missões de segurança de dignitários já participaram? Qual formação, treinamento e experiência aqueles delegados possuem para se credenciarem a tais chefias?

Ao escalar delegados – pelo mero cargo – para uma atividade que não tem nada a ver com sua função precípua de “tocar” inquéritos policiais, o diretor corre o risco de oferecer insegurança aos presidenciáveis, além do desrespeito aos policiais federais que fazem isso cotidianamente.

Não obstante, o art. 10 do Decreto nº 6.381/2008 é claro: “Os candidatos à Presidência da República terão direito à segurança pessoal, exercida por Agentes da Polícia Federal, a partir da homologação da respectiva candidatura em convenção partidária.”

Talvez a intenção seja que agentes efetivamente assumam o trabalho de segurança dos candidatos, enquanto os delegados, a serviço de suas entidades representativas, aproveitem a oportunidade para fazer o costumeiro lobby, de forma institucional.

Vale lembrar que, enquanto Secretário Nacional de Segurança Pública, o delegado Luiz Fernando indicou um Agente Federal para chefiar todo o esquema de segurança dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007, que desempenhou a função com muita competência.

De tudo, o que mais frustrou a maioria dos policiais federais foi a postura adotada pela direção durante todo o processo de elaboração do anteprojeto de Lei Orgânica. Quando minimamente ponderávamos para que tivéssemos atribuições compatíveis com as que – de fato – muitos policiais federais já desempenham, com a anuência declarada do ministro Tarso Genro, o dedo da direção-geral fez com que esse item não constasse na proposta enviada pelo governo ao Congresso Nacional.

O anteprojeto pífio serviu apenas para explicitar aos parlamentares e à sociedade as distorções, desavenças e divisões existentes dentro da instituição comandada pelo delegado Luiz Fernando. Também ficou evidente a desconsideração, o desrespeito e o desinteresse por parte da direção-geral com o grupo de policiais federais não-delegados.

Por fim, resta-nos ouvir que, no apagar das luzes de sua reprovada gestão, o atual diretor-geral se movimenta para ganhar um cargo na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de Ricardo Teixeira, por coincidência homenageado, no final do ano passado, com um troféu oferecido pela Associação dos Delegados da Polícia Federal. O seu substituto, quem sabe, será premiado com a adidância em Portugal, ocupada hoje pelo delegado Paulo Lacerda.

Afinal, a cadeia de privilégios não abençoa somente os “anjos”, mas os “deuses” também...


Marcos Wink é Presidente da Fenapef
 


Grampo
STJ manda anular escutas indevidas






Alvo de discussões desde o ano passado, escutas telefônicas feitas por tempo excessivo foram finalmente tiradas do processo criminal contra empresário acusado de desfalcar em R$ 10 milhões o fisco federal por meio de contrabandos na fronteira com o Paraguai. No mês passado, o Superior Tribunal de Justiça decidiu pela segunda vez que os grampos prorrogados por 16 vezes pela Justiça Federal paranaense excederam o mínimo de razoabilidade. A decisão foi publicada no início de maio.


Coube ao ministro Napoleão Nunes Maia Filho insistir para que as provas fossem desentranhadas do processo criminal. Em abril, o ministro rejeitou um recurso do Ministério Público Federal do Paraná contestando decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A corte sulista reconheceu que a Justiça de 1º grau exagerou ao renovar por tantas vezes as autorizações quinzenais de escutas sem dar explicações específicas em cada caso. O MPF discordou e levou o caso ao STJ pela segunda vez desde outubro.


No ano passado, a 5ª Turma do STJ já havia julgado as escutas ilegais. Em Habeas Corpus pedido pelos advogados Jacinto Coutinho e Edward Carvalho, do escritório J. N. Miranda Coutinho & Advogados, relatado também pelo ministro Napoleão Maia, a corte entendeu que a gravidade dos crimes dos quais o empresário Osni Muccellin Arruda é acusado não era, por si só, motivo suficiente para que os grampos fossem renovados perpetuamente. Segundo a decisão, é “inaceitável a violação das garantias constitucionais dos cidadãos sob o pretexto da aplicação do princípio da proporcionalidade”.


Osni foi preso em 2006 em uma operação da Polícia Federal e da Receita Federal. Segundo a acusação, ele chefiava um grupo que vendia produtos eletrônicos paraguaios pela internet e lavava o dinheiro. Os crimes imputados foram de descaminho, falsificação de documentos, falsidade ideológica, uso de documento falso e formação de quadrilha. A polícia afirmou que a quadrilha movimentou mais de R$ 100 milhões apenas em 2005, driblando o fisco federal em mais de R$ 10 milhões.


Para apurar as denúncias, a Justiça Federal de Foz do Iguaçu (PR) aceitou o pedido de interceptação de linhas telefônicas dos envolvidos feito pelo Ministério Público. As escutas, no entanto, duraram quase um ano. As 16 renovações de autorizações estenderam o período de maio de 2005 até fevereiro de 2006. A lei prevê que o procedimento seja feito durante apenas 15 dias, com possibilidade de prorrogação em caso de necessidade comprovada perante o juiz.


Em abril de 2009, o TRF-4 considerou os grampos provas ilícitas. No entanto, não determinou que fossem retiradas do processo, motivo que levou o primeiro HC ao STJ. A corte de segunda instância entendeu que a manipulação correta das provas no processo ficaria a cargo do juiz responsável pela sentença. Para o STJ, no entanto, as transcrições das escutas feitas por meio das prorrogações deveriam ser excluídas do processo, “o que, no caso, ante a existência de outros elementos probatórios válidos, não inviabiliza a continuidade da Ação Penal”, disse o ministro Napoleão Nunes Maia, da 5ª Turma do STJ. Os demais ministros seguiram o voto, em acórdão publicado em outubro.


Apesar de o STJ já haver se posicionado sobre o tema, o MPF, em fevereiro, recorreu à corte da decisão do TRF-4 que considerou as provas inúteis. A procuradoria reafirmou que as renovações foram necessárias, mas esbarrou em um novo adversário: o próprio Ministério Público Federal com sede em Brasília. Em parecer enviado ao ministro relator, a Procuradoria-Geral da República destacou quatro das decisões de primeira instância que autorizaram as renovações, todas alavancadas “pelos mesmos fundamentos já declinados” na primeira permissão.


“Não restou atendido o dever de motivação. Somente a primeira e a quinta decisões apresentaram alguma fundamentação, mas, ainda assim, a última nada mais fez do que repetir os motivos lançados naquela deliberação”, observou o subprocurador-geral da República Eitel Santiago de Brito Pereira. “Não se deve permitir a devassa da intimidade de qualquer cidadão com base em afirmações genéricas e abstratas.” Os argumentos convenceram o ministro Napoleão Maia a negar seguimento ao Recurso Especial, que sequer teve o mérito julgado.


Efeito dominó

Poucos dias depois de o ministro Napoleão Maia dar sua segunda decisão no mesmo sentido em relação ao caso, a Justiça Federal paranaense cumpria a primeira, e com largueza. A juíza federal substituta Ana Lúcia Andrade de Aguiar, da 1ª Vara Federal Criminal de Foz do Iguaçu, estendeu aos e-mails interceptados os efeitos do entendimento do STJ quanto às gravações telefônicas, e mandou excluir do processo as mensagens grampeadas no mesmo período.


Ana Lúcia também ordenou a liberação de bens apreendidos pela polícia com base em informações tomadas nas escutas consideradas ilegítimas. Segundo ela, “sem a existência do monitoramento telefônico, ao menos a princípio, não seriam expedidas as ordens de busca”. Também foram riscados do processo depoimentos tomados em interrogatórios e oitiva de testemunhas decorrentes dos grampos.


A juíza avisa, na decisão tomada em 29 de abril e publicada no último dia 7 de maio, que a supressão dos elementos que se basearam nos grampos anulados pode tornar toda a Ação Penal inútil. Segundo ela, a mudança pode fazer com que, “em relação a alguns réus, desapareçam todos os elementos que indiquem o seu envolvimento no suposto esquema criminoso, ou, quiçá, que a peça acusatória resulte em um emaranhado de frases soltas, das quais, eventualmente, não se poderá depreender nenhum sentido, tornando-a inepta”. Por isso, sugeriu que o MPF aditasse a denúncia. Nesta quinta-feira (27/5), o MPF ajuizou Embargos de Declaração contra a decisão, que ainda não foram julgados.


FONTE: Conjur. - 01.06.2010
 


Mobilização
GOVERNO EMPURRA POLICIAIS PARA A GREVE !




Foto: Foto: Agência Fenapef


Ao prometer, não cumprir e não aceitar sequer negociar a reestruturação da carreira e da tabela salarial dos policiais federais, o governo federal está conseguindo empurrar a categoria para o movimento paredista. Ao final da Assembléia Geral nesta quinta-feira, 27, policiais revoltados com o tratamento recebido no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão já agendavam as assembléias regionais que podem deflagrar um movimento nacional de reivindicação por tempo indeterminado.


Depois de tentar consolidar uma agenda de negociação junto ao ministério do Planejamento sem nenhum sucesso os policiais chegaram ao seu limite. Sem a disposição do governo em negociar a carreira e a tabela salarial, parece que não resta outra saída a não ser o endurecimento do movimento.

Na última semana o Planejamento, alegando impedimentos econômicos, éticos e políticos, praticamente fechou as portas aos agentes, escrivães e papiloscopistas. Mesmo diante de números que comprovam que os policiais estão na base das carreiras típicas de estado, os técnicos estão irredutíveis. Segundo eles, há uma decisão política do governo em não atender qualquer demanda dos servidores e ela será cumprida à risca.

COMPROMISSO – A reestruturação da carreira e da tabela salarial é uma iniciativa do ex-ministro da Justiça Tarso Genro.

 

 

Foto: Agência Fenapef

Durante o processo de elaboração da Lei Orgânica o ministro assumiu o compromisso com os policiais de, juntamente com o projeto da L.O., encaminhar ao Congresso o projeto de reestruturação salarial. “Houve o compromisso de um ministro de estado que o governo não está cumprindo”, frisa o presidente da Federação, Marcos Vinício Wink.

Os policiais federais sempre foram referência dentro do quadro das carreiras típicas de estado. Ocorre que entre as carreiras, a única que não foi reestruturada ainda é a dos agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal. Além disso, o último reajuste da categoria se refere a 2006 dividido em quatro parcelas, a última paga no ano passado. “Naquela oportunidade também havia o compromisso do então ministro Márcio Thomaz Bastos conosco, mesmo assim só conseguimos garantir nossa tabela depois de muita luta”, diz o presidente.

E a luta começa já na próxima semana. Até a sexta-feira, 4 de junho, os sindicatos de todo o país devem realizar suas assembléias regionais que indicarão as ações de protesto da categoria. Além disso, a Federação Nacional dos Policiais Federais já constituiu uma Comissão Permanente de Mobilização responsável pelo planejamento e execução do que foi determinado tanto na AGE da Fenapef, quanto nos que será deliberado nas assembléias regionais.



Fonte: Agência Fenapef - Matéria 28.05.2010
 


MAIS DE 80%
PLEBISCITO REPROVA LUIZ FERNANDO






Os servidores da Polícia Federal NÃO ESTÃO SATISFEITOS com a administração do diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. No plebiscito realizado no dia 19 de maio em todo o país, 81% dos votantes disseram NÃO ao diretor-geral .


O resultado da votação não chega a surpreender quem circula em delegacias e superintendências pelo Brasil. O descontentamento entre os policiais é crescente diante de uma gestão que até agora não disse a que veio. Agentes, escrivães, papiloscopistas e servidores administrativos pouco valorizados, uma administração voltada para reforçar o poder de alguns grupos e um processo de modernização da gestão que não anda, são alguns dos elementos que ajudaram a sepultar a gestão Luiz Fernando. Junta-se a política do “aos delegados tudo, aos demais servidores nada” e o resultado é um índice de fazer corar o ex-diretor-geral Paulo Lacerda.


E não foram poucos os votantes. Mesmo o voto não sendo obrigatório, com operações acontecendo por todo o Brasil e diante da cara feia de alguns superintendentes, 2.431 servidores foram às urnas espalhados por 22 Unidades da Federação. Outros cinco estados ou não realizaram a consulta ou fizeram votação em Assembléia. Nesses casos os números foram desprezados pela Fenapef para resguardar a lisura do pleito.


RIO GRANDE DO SUL – O maior nível de rejeição encontrado pelo diretor-geral é em sua própria terra, o Rio Grande do Sul. No estado 331 servidores votaram no plebiscito. Oitenta por cento dos votos válidos reprovaram a gestão do diretor-geral. O contrário aconteceu com o Superintendente da PF no Estado. Ildo Gasparetto conseguiu 84% de aprovação à sua gestão.
No Tocantins, Santa Catarina, Paraná, Maranhão e Espírito Santo os superintedentes também tiveram suas gestões aprovadas. “Esse é um sinal de que dentro do órgão existem quadros que trabalham em sintonia com os servidores, construindo assim uma gestão democrática e motivadora, que com certeza reflete em um melhor desempenho da unidade da PF”, diz o vice-presidente da Fenapef, Paulo Poloni.


Os números do plebiscito devem servir como uma espécie de baliza para que o diretor-geral e os delegados que o cercam revejam suas administrações, sob pena de deixarem para a história do DPF aquilo que outros tantos diretores deixaram: NADA.


Avaliação dos Superintendentes


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Fonte: Agência Fenapef - Matéria 28.05.2010
 


Lei Orgânica
'Queremos ser valorizados'


A Comissão Especial que debate o Projeto de Lei 6493/2009 que trata da Lei Orgânica da Polícia Federal voltou a se reunir nesta terça-feira, 25, para uma audiência pública. Foram ouvidos pelos parlamentares o presidente do Sindicato dos Policiais Federais na Paraíba, Sílvio Reis Santiago; o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Rio Grande do Sul, Paulo Renato Silva Paes e o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais na Paraíba, José Tércio Fagundes Caldas Junior.



Paulo Paes iniciou sua fala relatando casos que demonstram a desvalorização de agentes, escrivães e papiloscopistas no dia a dia das delegacias. Segundo Paes, há exemplos de colegas com 28 anos de Polícia, responsáveis pelas compras da unidade que sequer tem autonomia para comprar detergente sem pedir permissão para um delegado que muitas fezes tem poucos meses de polícia.

Paes propôs a valorização dos cargos do Plano Especial de Cargos (PEC), a unificação e valorização dos cargos de agente, escrivão e papiloscopistas e ampliação das atribuições. “Não queremos poder, queremos ser valorizados”, frisou.

Sílvio Reis Santiago ressaltou a desmotivação de agentes, escrivães e papiloscopistas por força da falta de atribuições. O presidente do SINPEF-PB, disse que os policiais querem somente valorização dos seus cargos. “Nossas atribuições foram usurpadas”, disse.

Silvio relatou que com quase 30 anos na PF e como chefe de plantão tinha que pedir autorização para o delegado até mesmo para pegar uma chave de claviculário. “No plantão da noite tínhamos que atender o cidadão lavrar a ocorrência e dar uma desculpa porque o agente não tem a competência sequer para acionar uma equipe de policiais para atender a sociedade”.

MARCO – O vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais na Paraíba José Tércio Fagundes Caldas Junior disse que a Polícia Federal não é melhor ou pior que qualquer outra, ela é diferente. Fagundes falou sobre o marco legal da Polícia Federal e discorreu sobre o poder de polícia do estado. Ele diferenciou também o poder de polícia administrativa do poder de polícia judiciária. “A primeira faz a prevenção com objetivo de impedir o crime. A polícia judiciária pune as infrações à legislação penal”.

Segundo Fagundes, a Polícia Federal deve visar a qualidade da investigação e não da prova como se tem dito. Para Fagundes a reestruturação orgânica da PF tem que ter como eixo principal a eficiência e a eficácia na prevenção do crime. “Além disso, é preciso reestruturar a polícia distribuindo entre todas as categorias o poder de atuação por meio das atribuições específicas”.
 


Paulo Paes/Reprodução TV Câmara


Segundo o policial, não há como ter encadeamento de carreira numa instituição que tem cargos estanques. “Qualquer instituição que queira valorizar a gestão por competência, tem que dividir responsabilidades e democratizar a gestão definindo claramente a atribuição de cada cargo” .

Paulo Pimenta (PT-RS) ressaltou que a audiência desta terça-feira foi a que mais trouxe idéias e propostas para a Lei Orgânica. Pimenta salientou que existem atribuições dentro da PF que não necessariamente devem ser prerrogativa de um bacharel em direito. “Temos hoje a possibilidade real de um texto de entendimento e que permita que saiamos desse processo com todos ganhando”, disse.


Fonte: Agência Fenapef -
Matéria 26.05.2010
 


Policiais se Reúnem Para
Definir Novas Mobilizações



A paralisação de 24 horas promovida pelos policiais federais no dia 19 deu uma mostra da indignação que toma conta da categoria em razão do tratamento dispensado pelo governo federal. Mas nem o protesto dos federais parece sensibilizar o ministério do Planejamento que diz que não discute reestruturação de carreira e de tabela salarial. Diante da falta de diálogo, policiais federais voltam a se reunir na semana que vem para decidir as próximas ações dos federais.


Segundo avaliação de alguns presidentes de sindicatos ouvidos pela Agência Fenapef nenhum ação dos policiais é descartada. “Vamos agir com inteligência e estratégia”.

A revolta dos policiais se explica. As carreiras típicas de estado tiveram reestruturações de carreira e de tabelas salariais muito superiores aos dos agentes, escrivães e papiloscopistas. Os policiais estão hoje no piso das carreiras típicas.

Mesmo diante deste quadro o MPOG simplesmente alega que há impedimentos éticos, econômicos e políticos para que se trate do pleito dos policiais.

O Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Marcos Wink, convocou todos os sindicatos para estarem em Brasília nos dias 26 e 27 próximos para definir a estratégia da categoria. “Temos que agir com inteligência para não ficarmos dando murro em ponta de faca”, diz Wink. Segundo o presidente é fundamental com as entidades tragam a posição dos policiais nos estados acerca das ações que serão adotadas. “O momento crucial para que conquistemos os avanços que queremos tanto junto ao governo, quanto na Comissão que trata da Lei Orgânica”.


Fonte: Agência Fenapef
 



GOVERNO PAGARÁ ATRASADOS !!!

MINISTÉRIO ELABORA SOLUÇÃO ADMINISTRATIVA PARA REPASSAR DIFERENÇA
 DE GRATIFICAÇÃO A 195 MIL SERVIDORES.



O governo vai pagar a diferença da gratificação de desempenho devida entre julho de 2006 e janeiro de 2009, à cerca de 195 mil servidores federais inativos e pensionistas do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo (PGPE). A informação é do Secretário de Recursos Humanos (RH) do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira. De acordo com ele, após a publicação, no mês passado, de um súmula da Advocacia-Geral da União (AGU) que reconhece o direito desse grupo, começou a ser feito o estudo em busca de uma solução para o problema.
- O Poder Executivo não tem outra opção a não ser cumprir a determinação da AGU. Ela tem um impacto grande ana folha de pagamento, mas ainda estamos estudando uma forma de cumprí-la – afirmou o Secretário, garantindo ainda que essa solução será pela via administrativa, ou seja, sem a necessidade do servidor entrar na Justiça.
Mas esse dinheiro ainda deve demorar a chegar ao bolso dos servidores. Duvanier acredita ser improvável o estudo sobre o pagamento ficar pronto a tempo dos recursos necessárisos serem incluídos no Orçamento da União de 2008.
-Para que houvesse tempo, o estudo teria que estar pronto agora, e essa súmula foi uma decisão recente.

ENTENDA:

Ø DECISÃO
A Súmula 49, publicada pela Advocacia-Geral da União (AGU), em 19 de abril, garantiu a cerca de 195 mil servidores federais inativos e pensionistas do Plano de Cargos do Poder Executivo (PGPE) o direito de receber o mesmo valor da gratificação de desmpenho pago aos ativos de julho de 2006 a janeiro de 2009. Com essa decisão, a União declara que não vai mais brigar sobre essa causa nos tribunais, já que tem sofrido diversas derrotas. Além disso, reconhece o direito de todos esses servidores receberem o dinheiro, mesmo aqueles que não entraram com ação na Justiça.

Ø ESTUDO
O governo vai quitar essas diferenças. Um estudo está sendo feito para desenhar uma solução administrativa – ou seja, diretamente entre o governo e o servidor – para o caso. A análise vai calcular o impacto desse pagamento nas contas da União e decidir se haverá necessidade de parcelar o acerto de contas.

Ø PRAZO
Segundo o Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, não deverá haver tempo de incluir os recursos necessários ao pagamento no Orçamento de 2011, já que o estudo começou a pouco tempo. Mas ele pretende deixar tudo pronto até o fim do governo Lula.

Ø DIFERENÇA
Entre julho de 2006 e janeiro de 2009, os servidores ativos do PGPE recebiam 80 pontos de gratificação de desempenho, que deveria ser variável, mas não era, pela ausência de regras de avalição do trabalho dos funcionários inativos e pensionistas, por sua vez, recebiam apenas 50 pontos. Após diversas ações judiciais pedindo pagamento igual resultaram em ganho de causa para os servidores, a AGU determinou o pagamento dos 30 pontos de diferença. Dependendo do cargo e da posição do servidor no plano de carreira, o valor a ser pago pode passar de R$ 10 mil.

Ø HISTÓRIA
O pagamento da paridade da gratificação de desempenho do PGPE pode ter desfecho semelhante ao de um passivo de 28,86%, relativo à diferença de um aumento concedido a servidores civís e militares em 1993. O governo fez um acordo e quitou o débito em 14 prestações (duas por ano durante sete anos) corrigidas pelo IPCA-E. Quem recebeu o dinheiro administrativamente teve que assinar um termo de desistência de ações judiciais referentes a esse caso. O pagamento foi finalizado pela União em 2006.


Fonte: Jornal Extra - Matéria 12.05.2010
 


A Fenapef estava certa
Queremos uma carreira valorizada





A Federação Nacional dos Policiais Federais trabalha, há vários meses, pela reorganização da carreira dos policiais federais e consequentemente pela readequação da tabela salarial. Na última reunião realizada no Ministério do Planejamento, os policiais reafirmaram sua disposição em caminhar neste sentido, o que resultou na divisão da mesa de negociação já que delegados e peritos querem simplesmente um reajuste linear o que no nosso entendimento não contempla o anseio da categoria e tampouco encontra eco no governo.


A declaração dada pelo presidente Lula e, na última semana, pelo próprio Planejamento, não nos pega de surpresa. Ao mesmo tempo em que cremos na necessidade de melhor valorizar o trabalho de agentes, escrivães e papiloscopistas, sabemos que o caminho para esse objetivo é a readequação da carreira. Um reajuste linear na ordem de 5% para 2010 como queriam delegados e peritos e vetado pelo MPOG e pela Casa Civil só alargaria o fosso existente entre os servidores.
A própria ministra e candidata à presidência da república Dilma Roussef em discurso no Rio Grande do Sul nesta segunda-feira reforçou a tese dos policiais dizendo haver a necessidade de qualificar o serviço público por meio da MERITOCRACIA. Ela defendeu maior profissionalismo e um Estado mais meritocrático que permita um nível de gestão mais eficiente. OS POLICIAIS FEDERAIS QUEREM ISSO.
De nossa parte, manteremos o calendário de mobilização visando avançar na discussão da carreira de escrivães, agentes e papiloscopistas. No Congresso Nacional vamos manter o embate no sentido de garantirmos na Lei Orgânica a qualificação de nossas atribuições dentro da Polícia Federal.
Por último queremos fazer um chamamento aos policiais federais para que juntos sigamos com nossa luta. Nesta semana e no próximo dia 19 iremos reforçar as ações com vistas a acelerar o processo de negociação entre Fenapef, sindicatos e governo.

O momento exige trabalho, unidade entre aqueles que querem uma PFque valorize tos os servidores e garra e isto temos de sobra.


Marcos Vinício Wink
Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais
 

Matéria 11.05.2010


DEUS SALVE A POLÍCIA FEDERAL!
Por: Francisco Carlos Garisto



Estive presente na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, onde está sendo debatido o projeto de LEI ORGÂNICA DA POLÍCIA FEDERAL (LO da PF) e após ouvir atentamente a exposição dos representantes de várias categorias policiais, tanto da PF como da Polícia Civil do DF, fui apossado por um sentimento de tristeza, mesclado com revolta e inconformidade.
Pude ver ouvir e constatar, definitivamente, que o Departamento de Polícia Federal é hoje a maior “Torre de Babel” existente no serviço público federal. Muito diferente da PF apresentada pela mídia como um órgão que possui uma organização e controle invejáveis. Hoje, não só eu, mas qualquer pessoa que fizer uma análise organizacional, poderá em minutos perceber que a PF está à beira do caos e do descontrole total.
Os delegados da Polícia Federal que dirigem o órgão agem como se a instituição Policial Federal fosse uma confraria de adoradores do charuto ou uma propriedade privada e exclusiva, sendo que não aceitam que agentes e escrivães federais, com os mesmos cursos universitários deles, e às vezes até mais superiores, possam dividir tarefas policiais de altíssima complexidade, que exigem não só o bacharelado em direito, mas principalmente a experiência adquirida em anos e anos de trabalho.
Os delegados de polícia acham, erroneamente, que ao ceder atribuições de trabalho, inclusive aquelas que são incapazes de executar, estarão “abrindo mão” de poder, não entendendo (ou se fazendo de desentendidos) que estarão aperfeiçoando e melhorando ainda mais a eficácia da ciência operacional, necessária até para a preservação de vidas humanas.
Resumindo, há décadas os delegados, por pura insegurança pessoal e profissional, travam uma batalha feroz e suicida com os agentes federais, já que a atual forma de investigação policial (IPL), ou pilhas de papéis que são conduzidas com exclusividade pelos “doutores”, é apontada por juristas e institutos universitários como a maior causadora de impunidade e ineficiência no combate aos criminosos com colarinhos de todas as cores, sem esquecer ainda que pode ser objeto constante de tráfico de influência e uso político. Esse atrasado e ineficaz modelo de investigação tem seus dias contados.
Ao se apegar em atribuições que não sabem, e quando aprendem não conseguem fazer sozinhos, os delegados provam para toda a nação que não estão preocupados nem com o sofrido povo brasileiro, que não agüenta mais tanta criminalidade impune, nem com a instituição policial federal, já que a guerra existente na PF hoje, mais cedo ou mais tarde, poderá levá-la à extinção, esfacelamento ou ao enfraquecimento, o que já ocorre.
Os delegados de polícia não aceitam, e não querem pensar de forma racional, que um agente de Polícia Federal, com 10, 20 e até 30 anos, de serviço é muito mais eficaz na condução de operações policiais que um delegado com alguns dias de serviço. RACIOCINEM: Uma empresa qualquer, por mais diminuta que seja, não colocará NUNCA sob responsabilidade de um estagiário todo um departamento de produção. O atual diretor geral chama a PF de empresa, mas a administra como um clube de escoteiros.
Esses fatos sempre trouxeram inconformidades aos agentes da polícia federal. Com as últimas medidas do atual diretor Luiz Fernando Corrêa, que despreza e ignora o trabalho desenvolvido por policiais federais que não sejam delegados, a inconformidade está à beira da indisciplina e de confrontos inimagináveis.
Os delegados são considerados hoje os maiores INIMIGOS dos agentes de Polícia Federal. Isso é uma constatação real e de uma certeza absoluta no DPF.
Os escrivães de Polícia Federal são igualmente ignorados pelos delegados de polícia, os quais sempre desprezam sua capacidade intelectual, reservando a eles um tratamento irônico, desprezível e menor. Não reconhecendo e nem permitindo que seja revelado que o escrivão de polícia federal é o efetivo construtor dos inquéritos policiais. Na maioria esmagadora dos casos relatados, a participação do escrivão, que também possui a mesma, ou superior, formação acadêmica do delegado, é de mais de 80% na sua conclusão final. Advogados, promotores, procuradores, juízes e até os delegados de polícia sabem que isso é totalmente verdadeiro. Podemos afirmar que a relação delegado-escrivão não é a desejável.
Outra constatação com percepção claríssima é a desavença fratricida entre o papiloscopista policial federal e o perito criminal federal. Nesse caso, os peritos estão agindo com a mesma mesquinhez e ignorância dos delegados, ou talvez até pior, já que de forma ilegal e apenas para ampliar e obter um poder que não tem é contra o laudo pericial datiloscópico assinado pelo papiloscopistas. Insurgem-se os peritos contra uma prática eficaz feita pelos peritos datiloscópicos há mais de 100 anos e já consagrada até no Supremo Tribunal Federal. Os peritos querem, por simples ganância de poder, transferir para eles o que nunca fizeram (e nem sabem fazer) com a mesma eficiência dos profissionais papiloscópicos. Hoje não se pode mais convidar para a mesma mesa, peritos e papiloscopistas da PF. São INIMIGOS.
O servidor administrativo da Polícia federal, que deveria executar todas as funções de apoio policial e outras que não estão afeitas à função policial, é ignorado por todos os demais cargos da PF. Os delegados prometem reestruturar a carreira dos ADMs, mas ocupam todas as chefias que são deles, como os serviços de RH, infra-estrutura, logística e outros. No FBI, polícia cuja eficiência mundial serve de bom exemplo costumeiramente, 70% de seu efetivo é composto por servidores administrativos, os quais executam, e bem, infinitas atividades de apoio policial, permitindo assim que os policiais sejam utilizados exclusivamente na função típica de estado.
No Brasil e mais especificamente na Polícia Federal, existem delegados e outros policiais encarregados de funções que são por direito e eficiência, de membros da carreira de apoio. Existem milhares de policiais desviados de suas funções usurpando atribuições que deveriam ser dos servidores administrativos. Por tudo isso a relação entre servidores administrativos e os demais cargos da PF é ruim e improdutiva. Ou não?
Se não bastassem as guerras existentes e comprovadas entre delegado e agente, escrivães e delegados, peritos e papiloscopistas, servidores administrativos e os demais cargos policiais, agora, por força da nefasta e deletéria ação administrativa do atual diretor geral da PF temos mais uma novidade: Delegados novos contra os delegados antigos e mais os delegados do grupo do Lacerda contra os delegados do grupo do Luiz Fernando.
Essa guerra surda entre os delegados, talvez seja hoje a mais prejudicial, se é que se possa avaliar o percentual de um caos completo. Essa nova desagregação prejuízos para a instituição policial federal no seu dia a dia, já que um delegado, detentor do “poder” administrativo, pode causar muito mais ira a outros delegados do que todos os demais cargos juntos. Hoje se um delegado tem mais de 20 anos de serviço não serve para mais nada, na opinião do diretor Luiz Fernando. Não interessa que seja bom, competente, eficaz, experiente, honesto e probo. Para o diretor geral atual é só mais um “velho” que só “atrapalha”. Esse “velho” é mandado para o “corredor” (nome que se dá aos delegados sem chefias) e é praticamente humilhado todos os dias pelos delegados mais jovens da turminha, que quebram a tal hierarquia, (a mesma que os delegados se socorrem para fazer o enfrentamento com os agentes, escrivães,papis e adms) ao serem nomeados para cargos de direção onde acabam “comandando” delegados mais antigos e mais graduados hierarquicamente.
Hoje todos os servidores do DPF e principalmente os delegados, sabem que para assumir uma chefia de superintendência regional, cargo de direção central e até de uma delegacia regional é preciso em primeiro lugar ter se formado na turma da academia do atual diretor, a eficácia e experiência é coisa secundária. Se for eficiente e da turma do Luiz Fernando é imbatível para ocupar qualquer cargo na PF.
Ser experiente na administração do atual Diretor Geral da PF Luiz Fernando Corrêa virou “ficha suja” para se candidatar a qualquer cargo de comando no órgão, e por conta desse desprezo abominável, milhares de delegados antigos se aposentaram e sumiram dos corredores da PF. Cansaram de tanta humilhação. Os que resistem ficam e passam a conspirar contra tudo e contra todos.
Hoje na Polícia Federal não existe uma categoria que se dá bem com a outra, o que por si só já deveria comprovar a incompetência de quem comanda. Pode o diretor geral achar que falar com o presidente da república e com o ministro da justiça diariamente para comentar as diversas operações estratégicas da PF, possa ser o salvo conduto para a permanência eterna no cargo, mas a história prova que esse poder inebriante tem prazo de validade e não dura eternamente. Existem dezenas de outros delegados diretores que acreditaram nisso e hoje nem lembramos os nomes deles e nem sabemos se estão vivos ou mortos.
A frustração que se abate sobre todos os servidores não delegados e até sobre alguns delegados injustiçados, está transformando a Polícia Federal em um vulcão prestes a entrar em erupção, a visível, constante e crescente fumaça da discórdia nos aponta para isso.
O diretor geral dos delegados de Polícia Federal acha que poderá administrar exterminando, humilhando e desprezando os não-delegados. Demonstra essa esperança quando organiza nos bastidores da ADPF (Associação dos delegados) e do Palácio do Planalto uma lei orgânica que não busca nada de novo em seus parcos 38 artigos, usados quase que exclusivamente para ampliar ainda mais os poderes dos delegados , sabemos que com uma Lei Orgânica de verdade poderíamos acabar com todas as mazelas administrativas e injustiças generalizadas existentes hoje na PF.
Estamos esperando há 30 anos por isso e agora nos deparamos com uma LO da PF que, se aprovada, aumentará exponencialmente as desavenças internas, já insuportáveis. No apagar do governo atual, os delegados tentam - a toque de caixa - aprovar essa excrescência, usando uma comissão especial da Câmara para escapar de um debate franco nas comissões de constituição e justiça, serviço público e segurança pública. Os delegados usaram todo o potencial de seu lobby feroz e estratégico e conseguiram nomear até um delegado deputado para relatar o projeto. Dizem, sem reserva, que no Senado Federal tudo está preparado também para a aprovação imediata, como se já soubessem como irão votar futuramente os senadores.
O principal e único objetivo está claro para todos. Querem tirar do presidente da República a autoridade de nomear de sua livre escolha um profissional que seja melhor para a Polícia Federal, restringindo a escolha somente entre os delegados. Com isso, querem se transformar em super servidor público sem controle externo. E o mais importante: garantem permanentemente para eles, como em uma prova de revezamento, um poder altamente estratégico, que seria classificado como exacerbado em qualquer democracia plena.
Essa LO da PF só interessa aos delegados que se rebelam contra o controle externo do MPF, derivado da Constituição Federal. Nessa LO, os delegados também querem se livrar de autorizações prévias judiciais. Essas investigações secretas e seletivas dos delegados sem a participação de outros policiais federais ganham o nome internamente de “samba de uma nota só”.


A POLÍCIA FEDERAL BRASILEIRA é hoje a maior “torre de babel” do serviço público brasileiro, e com as atitudes administrativas atuais do diretor geral dos delegados, do ministro da Justiça e até do presidente Lula, essa torre aumentou de tamanho e já está quase perto da mão do criador.
Por que será que o presidente Lula quer que aconteça tamanha desavença na Polícia Federal? Qual a intenção dele em mandar uma LO da PF que não atende o interesse da população brasileira e desagrada a 90% dos servidores do órgão,e no fim de seu governo? Por que o presidente Lula tem tanto temor dos delegados da PF? Com certeza, a história se encarregará de responder essas perguntas.
A verdadeira POLÍCIA FEDERAL ainda está por vir. Será criada mesmo contra a vontade de delegados corporativos, que não pensam na nação brasileira, afundada na criminalidade e na corrupção, e que somente se preocupam com a POLÍCIA NO PODER (eles), esquecendo o PODER DE POLÍCIA.
Não sabemos quem terá a coragem de criar uma Polícia Federal nos moldes do FBI americano. Pensamos que seria o presidente Lula, já que ele e o ex-ministro da Justica Thomaz Bastos prometeram fazê-lo. Fomos traídos e enganados, mas vamos manter a esperança de que um dia esse governante com coragem para fazer isso será eleito. Essa é a nossa esperança e o nosso sonho, pelo menos temos um. Morreremos combatendo e lutando por essa esperança e sonho. Não iremos nos curvar aos ERRADOS. Enquanto isso não acontece, estamos fazendo o que fazemos há décadas, ficamos indignados, o que é uma grande virtude no Brasil dos corruptos, já que muitos famosos e poderosos nem isso fazem.

Com a nossa indignação latente vamos continuar a pelear e a gritar:


"DEUS SALVE A POLÍCIA FEDERAL!""

*Francisco Carlos Garisto é Advogado, Jornalista e Policial Federal Aposentado, Fundador e ex- presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais – FENAPEF e do Sindicato dos Policiais Federais do Estado de São Paulo-SINDPOLF. E-mail : fcgaristo@gmail.com e Twitter : @fcgaristo


Fonte: Agência Fenapef - 10.05.2010
 



"Body Scanner" chega a quatro aeroportos este mês !!!



Polêmico, aparelho é capaz de detectar em poucos segundos diversos objetos dissimulados embaixo das roupas
Body Scan é capaz de detectar em poucos segundos diversos objetos dissimulados embaixo das roupas ou
dentro do corpo de um passageiro

Passageiros que embarcarem em quatro grandes aeroportos brasileiros podem ser selecionados, a partir deste mês, para passar pelo novo e polêmico aparelho de escaneamento corporal, o "body scanner". O equipamento, que funcionará na área de embarque internacional de Guarulhos (SP), Galeão (Rio), Recife e Manaus, foi apresentado na quinta-feira pela Polícia Federal (PF). O objetivo é impedir o embarque de armas, explosivos ou drogas.
O uso do aparelho em aeroportos dos Estados Unidos e do Reino Unido levantou questionamentos sobre a invasão da intimidade dos passageiros, já que a máquina permite enxergar "sob as roupas" dos investigados. A PF esclareceu que a imagem - gerada a partir da radiação emitida pelo equipamento, como uma radiografia - só tem capacidade de mostrar ossos, órgãos, objetos e o contorno do corpo.


O superintendente da PF no Rio, Ângelo Gioia, admitiu que a técnica pode ser considerada invasiva, "mas no limite". "A legislação permite a busca pessoal quando há fundadas suspeitas de atividade ilícita. Esta técnica seria menos invasiva que outras já em vigor, mais constrangedoras", afirmou. "Nunca há excesso quando se fala de segurança."
Quando o scanner entrar em operação nos quatro aeroportos, suspeitos não deverão mais passar por revistas pessoais ou se despir durante os procedimentos de buscas. Se um passageiro despertar a desconfiança dos agentes durante os procedimentos de segurança tradicionais antes do embarque, ele será levado a um ambiente reservado e passará sob um portal - no mesmo formato dos detectores de metais - em um procedimento que dura cerca de sete segundos. Como nas revistas tradicionais, mulheres só poderão ser acompanhadas por policiais do sexo feminino.

Sem violação
O uso do novo equipamento não pode ser considerado uma violação da intimidade, segundo o procurador-geral da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ), Ronaldo Cramer. "A segurança do voo e do aeroporto é uma questão de interesse público, que supera a garantia da intimidade", afirma.
Na visão dele, uma vez que substitui métodos tradicionais, como a revista por apalpamento e buscas que obrigam o suspeito a se despir, o equipamento pode ser avaliado como menos invasivo. "Trata-se de uma medida menos constrangedora do que as que estão em vigor."

Fonte: Portal IG. - Matéria 07.05.2010
 



FENAPEF PROPÕE 
negociar isoladamente a reestruturação da carreira !!!

 


MARCOS WINK, na mesa de negociações...

A Federação Nacional dos Policiais Federais pretende discutir com o governo a reestruturação salarial de agentes, escrivães e papiloscopistas, em negociação separada de delegados e peritos. A alternativa foi proposta durante reunião com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, realizada nesta quarta-feira, que se estendeu até as 22 horas. O governo Lula sinalizou que não pretende conceder qualquer reajuste salarial aos policiais federais até 2011. O motivo alegado foi a restrição do Orçamento deste ano. Para os técnicos do Planejamento, existiria também um impeditivo “ético” para inclusão de aumento salarial no orçamento do próximo ano, em virtude das eleições e posse de um novo presidente da República. Contudo, o Planejamento admitiu a possibilidade de fazer ajustes pontuais nas carreiras dos policiais federais.


Na nova etapa da negociação, a Fenapef vai reivindicar a recomposição da carreira de agentes, escrivães e papiloscopistas. A idéia é demonstrar que um dos principais argumentos usado pelo MPOG, de que os servidores que se encontram no topo da carreira na PF recebem os melhores salários do Poder Executivo, não corresponde à realidade da maioria dos policiais federais.


A proposta apresentada pela Fenapef de negociar em separado - com base em decisão tomada pelos sindicatos durante a assembléia extraordinária, realizada na tarde da quarta feira - pegou de surpresa delegados e peritos, que defendem reajuste linear dos salários.

Para o presidente da Federação, Marcos Wink, a reunião realizada na noite desta quarta feira deixa claro que está na hora dos policiais federais se mobilizarem. "O trabalho em favor da aprovação da PEC 549 e pela aprovação de uma Lei Orgânica na forma como está, mostram que os delegados querem apenas assegurarar os interesses do seu cargo e não um projeto que beneficie o conjunto dos servidores e a Polícia Federal".

Às 8 horas desta quinta-feira, dia 6, as lideranças sindicais voltarão a se reunir, com objetivo de deliberar sobre o encaminhamento da negociação com o MPOG e as estratégias para continuidade da mobilização dos policiais em todo o país. Ainda hoje, a Fenapef vai divulgar uma nota informando os detalhes da reunião e a decisão dos sindicatos.


Fonte: Agência Fenapef  - Matéria 06.05.2010
 


APOSENTADOS  
da União devem atualizar dados até novembro !



A Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento (SRH/MP) vai iniciar nos próximos dias o processo de atualização cadastral dos cerca de 700 mil aposentados e beneficiários de pensão que têm vínculo com a União e recebem seus proventos por intermédio do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siape).


Para atualizar os dados é necessário que todos eles compareçam pessoalmente, entre agosto e novembro, a uma agência bancária do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal, de preferência naquela em que recebem o pagamento, levando documento de identidade, comprovante de residência e um contracheque.


A atualização também poderá ser feita por procuração. Os portadores de doenças graves, ausentes do país ou que estejam impossibilitados de se locomover poderão nomear um representante legal. Mas, nesses casos, haverá a visitação de um assistente social do INSS para a comprovação de vida do beneficiário.


A SRH/MP estabeleceu prazo de seis meses para que todo o processo seja concluído. A partir de janeiro de 2011, ocorrerá a suspensão do pagamento de quem não atualizou os dados.


Mesmo nesta fase, o servidor que por algum motivo não tenha procurado a rede bancária ainda poderá se justificar e preencher os dados, tendo então o pagamento restabelecido. No mês subseqüente à suspensão, não havendo a comprovação da condição de aposentado ou a qualidade de dependente de pensão, será feita a exclusão do cadastro.


“Não queremos apenas identificar quem já deveria estar fora da folha por ter falecido, pois isso é possível ser feito com o batimento entre os dados do Siape e o sistema informatizado de óbitos da Previdência”, explica a secretária-adjunta de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Maria do Socorro Mendes.


“Também não é uma caça às irregularidades, embora saibamos que poderão aparecer. Trata-se da necessidade de melhorar a qualidade dos dados para que possamos exercer controle rigoroso e examinar a legitimidade e a legalidade na concessão de aposentadorias e pensões. É uma questão de transparência e de melhoria da gestão”, definiu, em entrevista coletiva concedida hoje para explicar as regras e os prazos.


A atualização cadastral deveria estar sendo feita, na verdade, desde 1998, quando um decreto do então presidente Fernando Henrique previu que ela fosse realizada anualmente pelos órgãos. Mas a SRH/MP constatou que isso não vinha ocorrendo de maneira sistemática, e que muitos os órgãos deixavam de cumprir a legislação.


Por isso, daqui pra frente o processo será centralizado na Secretaria de Recursos Humanos do Planejamento. Isso significa que mesmo aquele aposentado ou pensionista que tenha atualizado recentemente os dados no órgão de origem precisará procurar uma agência do Banco do Brasil ou da Caixa.


SEM FILAS


Para que a atualização cadastral ocorra de maneira adequada e sem filas, foi estabelecido um cronograma, em três fases, de agosto a novembro. Nesse período, será colocado à disposição um telefone 0800, com ligação gratuita, pelo qual o servidor poderá tanto agendar a visita a uma agência bancária quanto esclarecer as eventuais dúvidas.


“Tão logo comece o processo efetivo de atualização, ele poderá marcar um horário para ser atendido”, diz a secretária-adjunta. “Não queremos causar qualquer constrangimento aos servidores aposentados, pois temos extremo respeito por eles e queremos que todo o processo ocorra de maneira tranqüila”, acrescenta.


Ela lembra ainda que, além de o prazo ser bastante dilatado, o governo ainda vai ter o cuidado de enviar correspondência aos que não comparecerem até a data limite. Depois disso, o servidor ainda terá 30 dias para se apresentar antes de ocorrer a suspensão do pagamento. E só 60 dias depois ocorrerá efetivamente a exclusão da folha.

Fonte: MPOG - Matéria 06.05.2010
 



SSDPF/RJ, SINPEF/MG, SINDPOL/MG e FENAPEF
 debatem carreira, salário e aposentadoria especial !!!
 

 

                         


O SINPEF/MG, representado pelo Presidente Renato Deslandes de Figueiredo, organizou, oportunamente, encontro regional com entidades de classe representantes dos servidores do Departamento de Polícia Federal e Polícia Civil do Estado de Minas Gerais.
No encontro, contou-se com a presença do Presidente e do Secretário-Geral do SSDPF/RJ, Telmo Correa e Carlos Alberto dos Anjos, do Presidente, do SINPEF/MG, e do secretário Político Renato Deslandes de Figueiredo e Alair Vartan, além do Presidente e o Vice do SINDPOL/MG, Antônio Marcos Pereira e Denílson Aparecido Martins.
Das questões que centralizaram a reunião, o debate sobre os PLPs nº 554 e 555/2010, foi o tema que tomou maior preocupação dos sindicalistas, na atividade legislativa que cada sindicato e federação devem se dedicar com máxima atenção para garantia da aposentadoria especial, com real benefício aos policiais de todo o país.
Dado ao quadro dramático apresentado pelo governo, que ameaça as garantias e direitos dos policiais, revogando a lei complementar nº 51/85, sem prever regra de transição, aumentado o tempo de atividade policial de 20 para 25 anos exclusivos, criando a contribuição mínima de 30 anos e idade mínima para aposentadoria de 55 anos para homem e 50 para mulher, conciliou-se que nesse ponto devemos reunir todas as forças para luta.
Foi salientado outro aspecto sobre o tema que, por pouco, os mencionados PLPs não foram aprovados, já que houve um pedido de apensamento a outro projeto de lei, já tramitado e aprovado, pronto para pauta, porém atendeu-se requerimento de passagem pela Comissão de Segurança Pública na qual aguarda a escolha da relatoria.
Empenho legislativo indicará, para a relatoria, um policial federal parlamentar e o debate democrático estará garantido e longe das raias da “manobra regimental” imposta pelo governo para aprovação, sem apreciação da Comissão.
Participação dos Deputados, Lincon Portela, Federal e Welington Prado e Glaucia Brandão, Estaduais, além do Vereador de Belo Horizonte Alexandre Gomes.


Da reunião no SNPEF/MG.
O Presidente da FENAPEF, Marcos Vinício de Souza Wink, explanou, aos servidores presentes na reunião, sobre toda questão salarial e a negociação aberta no MPOG.
Ressaltou sobre as habituais dificuldades apresentadas pelo governo, e discorreu sobre as estratégias necessárias a seguir para obtermos êxito nesse pleito.
Na oportunidade, o Presidente Wink recebeu do Presidente do SSDPF/RJ, Telmo Correa, proposta pela criação de dois Grupos de Trabalho, sendo um para tratar da questão salarial e outro do Projeto de Lei Orgânica/aposentadoria, que tramita na Câmara, capitaneados pela presidência e pela Diretoria legislativa da Federação.
Telmo Correa Justificou a proposta pelo fato de haver alta e excepcional concentração de causas, importantíssimas e antigas, como a LOPF, recomposição salarial e aposentadoria especial, num único espaço de tempo, fato esse que sobrecarregou a atribuição da FENAPEF e sua diretoria.
O aprofundamento do debate sobre a forma de conduzir aos objetivos da categoria deveu-se, certamente, pela iniciativa da Diretoria Executiva do SINPEF/MG ao programar reunião com enorme sucesso e será deliberada em AGE da FENAPEF no período entre 4 a 6 de maio.


Da atividade Legislativa do SSDDPF/RJ na Comissão Especial da Lei Orgânica do DPF- Abril/Maio.
O Presidente, Telmo Correa, e o Secretário-Geral, Carlos Alberto dos Anjos, acentuaram as ações junto aos deputados federais do Estado do Rio de Janeiro.
Com apoio do Gabinete do deputado Manoel Ferreira PR/RJ, Fernando Gonçalves (PTB/RJ)e Felipe Bornier (PHS/RJ), fortalecemos atividade política de convencimento pela necessidade de aprovação das emendas elaboradas pela categoria em AGE da FENAPEF.
O Deputado Federal Felipe Bornier (PHS/RJ) ofereceu todo apoio ás emendas e demais demandas da categoria, disponibilizando-se nas audiências públicas ao esclarecimento do tema em debate na busca de amadurecimento e elaboração do texto em relatório da Comissão Especial da Lei Orgânica.
O Deputado Geraldo Pudim (PR/RJ) também ratificou seu apoio e outros contatos serão feitos ao longo do mês de maio.
No dia 29, o 1º Vice-Presidente da Comissão Especial da lei Orgânica, Deputado Celso Russomano (PP/SP), acompanhado do 1º Suplente, Marcelo Mariano (PP/SP), articularam, em almoço, com o Presidente, Telmo Correa, o Secretário-Geral Carlos Alberto dos Anjos e Felipe Cypriano de Luca, toda a compreensão das demandas apresentadas pela categoria, através das emendas sobre o projeto da Lei Orgânica apresentada pelo Governo.
Conseguimos o apoio, quanto à inserção das atribuições de todos os cargos que compõem o quadro policial do DPF, no texto do projeto da Lei Orgânica, faltantes no texto original.
Obtivemos também franco apoio à cauda dos servidores administrativos que terão, em breve, atendidas a reestruturação do cargo e salários, já iniciada, através de decreto presidencial publicado na última semana de abril.

Fonte: SSDPF - RJ / FENAPEF. Matéria 04.05.2010
 


PF SE EQUIPA COM 36 VEÍCULOS CUSTOMIZADOS ESTILO CSI !!!





A Polícia Federal se equipou com 36 caminhonetes Mitsubishi L200 customizadas para a atividade pericial em todo o País. Com o novo aparato, a PF brasileira traz para o dia a dia um pouco mais da ficção, vista por exemplo, no seriado americano de grande sucesso Crime Scene Investigation (CSI). O equipamento agilizará o processo e contribuirá para a proteção das provas colhidas no local da ocorrência. O veículo foi apresentado aos peritos gaúchos nesta sexta-feira.


"O que ocorre no seriado é verdade. O que não é verdade é a rapidez com que tudo é feito. Aí entra a ficção. Esses nossos equipamentos são os tops", afirmou o perito criminal federal Bernardo Chiodelli, explicando que apesar de o novo aparato ainda não ser suficiente para deixar as perícias brasileiras na mesma velocidade do que é mostrado no seriado CSI, agilizará muitas etapas do processo e dará mais subsídios à investigação.


Para facilitar perícias à noite, a caminhonete tem conversor/alimentador de energia de 110 volts, que funciona com o motor ligado e três tomadas 12 volts. Com isso, será possível ligar até três refletores de iluminação. Antes, refletores pequenos eram ligados nos isqueiros dos veículos. Um guincho frontal também estará à disposição dos peritos. Ele funciona com controle remoto e manualmente. Uma entrada de ar, tipo snorkel, na lateral da caminhonete, possibilita que o veículo trafegue por áreas alagadas com cerca de um metro de profundidade.


Dentre as novidades do modelo adquirido pela Polícia Federal, está a plataforma retrátil de acionamento elétrico na traseira da caminhonete, que leva o compartimento para fora do veículo, evitando que o perito forceje durante o trabalho. A empresa Carbe, a mesma que fez os veículos anti-bomba para os Jogos Pan-Americanos de 2007, utilizou alumínio extrudado aparafusado de tecnologia alemã para desenvolver o projeto em conjunto com peritos da PF. A estrutura tem capacidade para 60 kg na parte superior e de 250 kg na parte inferior. Se os peritos precisarem ficar apenas com um nível, a estrutura pode ser adaptada.


Nesse espaço, tem lugar ainda para a estação total, um equipamento que mede ângulos e distâncias e armazena os dados. Com essas informações captadas, o perito poderá fazer um croqui do local do crime com as respectivas distâncias. Uma aplicação prática poderá ser em um assalto a banco com tiroteio e feridos. "Com essas informações, dá para determinar a trajetória do disparo", afirmou Chiodelli.


A caminhonete tem equipamentos e produtos para a coleta de vestígios biológicos para serem utilizados em exames de DNA, uma sonda paramétrica para a verificação dos níveis de poluição e contaminação da água, medição topográfica e material de fotografia e filmagem para registro dos locais de crime.


"Agora vamos poder transportar todo o equipamento relacionado ao local do crime - tudo o que o perito vai precisar no trabalho de campo. Antes tínhamos de fazer uma avaliação estimativa do que poderíamos ter de usar e fazer a escolha do que levar", disse o perito criminal federal Carlos André Xavier Villela, chefe do Setor Técnico Científico da Polícia Federal.


De acordo com o superintendente da PF do Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto, a nova estrutura propiciará aos peritos recolherem "provas robustas para embasar condenações com 100% de credibilidade".


O valor do veículo e dos equipamentos está estimado em R$ 380 mil, sendo R$ 100 mil da caminhonete, R$ 32 mil das adaptações e R$ 250 mil dos equipamentos. Esse valor pode ser maior em algumas viaturas, já que cerca de 10 dos 36 veículos receberam um GPS de qualidade superior. Ao invés de precisão centimétrica, a precisão é milimétrica.

Fonte: Terra. Matéria 04.05.2010

 


  GREVE !!!

 

GREVE !!!

 

PARALISAÇÃO  Quarta - Feira Dia 14


POLICIAIS FEDERAIS  aprovam indicativo de greve !!!
Paralisação quarta-feira 14 de abril
 
 

 


Presidentes dos sindicatos dos policiais federais de todo o país aprovaram indicativo de greve da categoria. A principal reivindicação dos policiais federais é a reestruturação salarial dos servidores. As lideranças sindicais já marcaram a primeira paralisação para o próximo dia 14 de abril. A decisão foi tomada em Assembléia Geral Extraordinária da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), realizada em Brasília, nos dias 24 e 25 de março.
Nos próximos dias, a decisão será confirmada em assembléias estaduais dos sindicatos de todo o país, quando serão discutidas estratégias de mobilização e o calendário de novas paralisações, que deverão comprometer as investigações e operações em curso e também atingirão todas as unidades da PF, incluindo os postos de fiscalização nas fronteiras, portos e aeroportos.
Marcos Vinício de Souza Wink, presidente da Fenapef, explica que a decisão reflete a insatisfação generalizada com o tratamento dispensado pelo governo federal à categoria dos policiais federais e servidores administrativos da instituição. “Nos últimos anos, entre todas as carreiras típicas de Estado, os policiais federais foram os mais desprestigiados em termos de reestruturação salarial”, afirma Wink.
Em março do ano passado, uma proposta de recomposição salarial dos servidores da PF chegou a ser encaminhada pelo ministério da Justiça e se encontra engavetada no ministério do Planejamento. No último dia 22, o governador interino do Distrito Federal encaminhou ao governo federal uma proposta de reestruturação das carreiras das polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros. A Fenapef apresentou um estudo comparativo da evolução salarial de diversas categorias do funcionalismo público federal, com base em dados do próprio governo, elaborado pelos Sindicatos dos Policiais Federais em Minas Gerais e no Distrito Federal. O estudo será debatido pelos policiais nas assembléias estaduais e servirá como parâmetro da proposta de reestruturação salarial, a ser apresentada ao governo.
O vice-presidente Sinpef/MG, Luis Antonio Boudens, reforça o sentimento de desmotivação e decepção dos policiais federais em relação ao descaso do governo quanto à desvalorização dos servidores. “O empenho e a dedicação dos policiais federais, demonstrados nas várias ações da PF dos últimos anos, infelizmente, não têm sido reconhecidos”, lamenta.


Fonte: Agência Fenapef - Matéria 26.03.2010

 


 

Câmara dos Deputados
Audiência sobre Lei Orgânica provoca primeiros debates !!!

 


Plenário cheio. No detalhe, Telmo Correa,
presidente do SSDPF/RJ, em atividade parlamentar.

 


A Federação Nacional dos Policiais Federais abriu a série de audiências públicas destinadas a contribuir com a tramitação do PL 6493/2009 que trata da Lei Orgânica da Polícia Federal. Na reunião, realizada nesta terça-feira, 27, presidente da Fenapef Marcos Wink apresentou as sugestões da entidade e cobrou valorização para agentes, escrivães e papiloscopistas. "Queremos valorização e respeito às nossas atribuições" disse Wink no encontro.


O Plenário 14 ficou pequeno para a quantidade de interessados do projeto de Lei Orgânica da Polícia Federal. Dezenas de policiais civis do Distrito Federal e representantes de entidades de policiais federais acompanharam o debate. Na mesa cinco representantes da Polícia Civil falaram sobre a Lei Orgânica da PF.

O clima começou a esquentar quando o deputado Paulo Pimenta encaminhou questionamento à mesa sobre a discussão da LO da Polícia Federal. Segundo o deputado, a Polícia Federal é uma instituição e a Polícia Civil é outra. “O projeto de lei mandado pelo governo trata da Polícia Federal e não da Polícia Civil do DF”, disse Pimenta.

O questionamento do deputado provocou a indignação do relator da matéria, deputado e delegado da Polícia Civil Laerte Bessa (PSC-DF). Segundo Bessa, ao questionar a participação de policiais civis na discussão da lei orgânica o deputado gaúcho estaria menosprezando a categoria. Bessa chegou a dizer que é preciso ser policial para entender a dinâmica da polícia.

Em seu artigo 36 o projeto diz que “no que couber a Lei Orgânica da PF será aplicada à Polícia Civil”. Diante dessa frase o entendimento do relator e do primeiro vice-presidente, Celso Russomano (PP-SP) é de que a Lei Orgânica é das duas corporações. A questão foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça que se posicionará sobre o tema.

CONTRIBUIÇÃO – Marcos Wink disse, durante sua manifestação aos deputados, que os policiais federais querem ser valorizados em suas atribuições. Conforme Wink, na proposta enviada à Câmara os delegados da Polícia Federal tem mais de uma dezena de atribuições. “Os agentes, escrivães e papiloscopistas tem uma única: executar”.

O presidente da Federação questionou também a carreira na Polícia Federal. Para ele, nada justifica um policial com formação de nível superior, com experiência policial e bons serviços prestados ao DPF ser chefiado, em muitos casos, por delegados recém saídos da faculdade de direito simplesmente porque este é delegado e não por mérito. “Esta Comissão tem a oportunidade histórica de transformar essa situação”, disse Wink.

O deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), delegado da PF, concordou que é preciso alterar a questão da carreira ampliando assim as atribuições dos agentes, escrivães e papiloscopistas. Para Itagiba, a Comissão e os policiais têm que buscar o consenso, que no entender dele, está muito próximo.
Paulo Pimenta também ressaltou a importância da discussão da carreira na Polícia Federal. Para o parlamentar, o cerne da discussão da Lei Orgânica é a carreira. “Acredito numa Polícia Federal com uma única porta de entrada e onde todos tenham a oportunidade de ascensão funcional”, disse.

Fonte: Agência Fenapef com SSDPF/RJ. - Matéria 29.04.2010
 


SINDICATO exige esclarecimentos sobre grampo na Delearm

Reclamação esbarra na postura recorrente da Corregedoria de descaso
com a representação sindical
 

O SSDPF - RJ informa a seus filiados que, assim que tomou conhecimento dos fatos graves ocorridos no dia 22 de março de 2010, no interior das instalações da Delegacia de Repressão ao Tráfico de Armas (Delearm), na Superintendência da PF, no Centro do Rio, quando foi encontrado um aparelho de escuta, exigiu esclarecimentos junto ao Superintendente Regional sobre o sucedido.

Para tanto, encaminhou em 26 de março, Reclamação através do ofício nº 48/2010 (leia o ofícioI) ao gestor da SR/RJ, questionando sobre a legalidade ou não do referido artefato encontrado na referida delegacia e, no caso da sua ilegalidade, revela a violação da segurança e sigilo do local e a exposição da segurança laboral dos policiais federais e administrativos, na execução de investigações e operações policiais de conhecimento dos criminosos, já que comprova a astúcia com que os criminosos agem contra a sociedade e os policiais federais, neste caso, expondo à segurança dos servidores, fato que motivou a intervenção desta Entidade Social.

Diante do exposto, o SSDPF/RJ requereu que seja analisado, quanto à classificação e tipicidade do fato, e que seja instaurado o Inquérito Policial competente, sejam periciadas todas as repartições policias Federais nesse Estado, com varreduras ambientais, transmissão de dados e telefônicas. Pediu ainda que seja criado o Grupo de Proteção e Segurança Laboral dos Servidores do DPF, para garantir a segurança em investigações sensíveis, no qual o SSDPF/RJ participará. Por fim, que seja oficiado o Ministério Público Federal, por competência, para ciência, providências e fiscalização.

Afronta ao direito de petição do Sindicato

Em resposta as solicitações do Sindicato, o Corregedor Regional, através do despacho nº 2769/2010 (leia o despacho), de 30 de março de 2010, não motivou, nem fundamentou a decisão do despacho supra, em total descompromisso com a Lei nº 9.784/99, causando desinformação e transtorno aos servidores e ao Sindicato, posto que foi legitima e devida a Reclamação.

Frente a recusa de processamento da Reclamação, sem a decisão do superintendente, em ataque, vexatório claro a esta entidade sindical e servidores do DPF, o Sindicato encaminhou novo ofício (leia o ofício II), em 12 de abril, ao Superintendente da SR/RJ, requerendo, que a Reclamação exposta no ofício 48/2010, seja processada e decidida urgentemente, pela autoridade máxima competente no Estado do Rio de Janeiro, qual seja, o Sr. Superintendente Regional.



Diretoria Executiva do SSDPF - RJ - Matéria 13/04/2010
 


A POLÊMICA DO PONTO ELETRÔNICO !!!

 

 

Diante de inúmeros prejuízos causados aos servidores do Departamento de Polícia Federal no Rio de Janeiro, o Sindicato propôs Reclamação contra o ponto eletrônico e a IN-DG 386/2009. Fundamenta-se o pedido de suspensão e revogação do controle da "jornada", através de ponto eletrônico (biométrico), por conter na IN-DG 386/2009, vários dispositivos ilegais, assim considerados pelo Governo Federal, na Portaria MTE nº 8.510/2009, dentre outros prejuízos apontados. O Sindicato está aguardando a
decisão do Diretor-Geral pelo prazo de 30 dias, para após, tomar providências legais cabíveis.

 

( CLIQUE e veja a integra )

Fonte: SSDPF - RJ - Matéria 10.04.2010

 


CRIADA A COMISSÃO !!!
Contribuição previdenciária - PEC 555 sai da gaveta.



João Valderi


A Câmara dos Deputados criou a comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 555/06, do ex-deputado Carlos Mota. A proposta extingue a cobrança de contribuição previdenciária sobre proventos de servidores públicos inativos (aposentados e pensionistas). A Federação Nacional dos Policiais Federais defende a aprovação da PEC desde o início de sua tramitação.


A criação da Comissão foi anunciada pelo presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer em sessão extraordinária do Plenário na última semana. A admissibilidade da proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em 2007.


Segundo o secretário-geral da Fenapef, João Valderi de Souza, que acompanha da proposta desde a sua formulação, diz que a instalação da comissão depende da indicação dos deputados pelos partidos. “A proposta será analisada pela comissão especial, votada em dois turnos pelo Plenário, antes de ser encaminhada para o Senado”.


Para João Valderi haverá dificuldades para aprovação da PEC já que o governo já se posicionou contrário ao texto. “As entidades representativas dos servidores irão se unir para trabalhar a favor do texto”.

Fonte: Agência Fenapef - Matéria 06.04.2010
 


RIO: da esquerda para a direita o presidente do "SSDPF-RJ" Telmo e o deputado
federal Fernando Gonçalves do PTB



 

A DIRETORIA EXECUTIVA DO SSDPF/RJ REFORÇA OS TRABALHOS EM DEFESA DOS PROJETOS DE LEI E EMENDA
 CONSTITUCIONAL DE INTERESSE DA CATEGORIA



O Presidente telmo correa e o Secretário-Geral do SSDPF/RJ, Carlos Alberto dos Anjos, estiveram na Câmara dos deputados, nos dias 23 e 24 de março, trabalhando junto a Deputados relatores e presidentes de Comissões nos projetos de leis do interesse da categoria.
O Bispo Manoel Ferreira (PR), que sempre apoiou a causa da categoria e mantém a disposição todo seu estaf em Brasília para a Diretoria Executiva do SSDPF/RJ, agendou, pelo seu Gabinete, através do Deputado Federal Fernando Gonçalves (PTB), reuniões com os Deputados Federais Geraldo Pudim e Arnaldo Farias de Sá, no o dia 31, para que possam receber, das mãos da categoria, os anseios pela aprovação das emendas que visam a aperfeiçoar o projeto de Lei Orgância que tramita no Comissão Especial recém criada pra análise da LO. O cargo único no DPF volta ao enfoque dos Deputados que nos apóiam e serão matéria de análise caso seja possível, regimentalmente, protocolar emendas ao texto do governo.
Diretoria Executiva
SSDPF/RJ
- Matéria - 29.03.2010
 


LEI ORGÂNICA
Comissão especial está parcialmente composta

Já estão indicados alguns dos integrantes da Comissão Especial que irá fazer o parecer sobre o Projeto da Lei Orgânica da PF (PL n.º 6493/2009). A Comissão criada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados no último dia 2/03 deve ser instalada assim que todos os partidos indiquem seus representantes no colegiado...

» PLP 554 será examinado por Comissão
Segundo o assessor legislativo da Fenapef, Antônio Augusto Queiroz a Comissão será composta por 18 deputados. "Ainda faltam indicar os nomes o PT, o PHS e o PDT", diz Toninho. A expectativa é que até a próxima semana a Comissão esteja completa.

Veja o quadro com os parlamentares já indicados  ▼


Fonte: Agência Fenapef - Matéria 26.03.2010



INFORME SOBRE O ANDAMENTO DO MANDADO
DE INJUNÇÃO COLETIVO N° 2268/2009 - STF


O Sindicato vem informar, aos seus filiados, que a ministra Carmen Lúcia negou seguimento ao MI/2268, ao entender que a Lei Complementar nº 51/85 foi recepcionada pela CRFB/88 e regulamenta o sistema de previdência da carreira policial, não sendo possível a proposição de mandado de injunção.

Por outro lado, nesse entendimento, a Ministra Carmen Lúcia confirmou e prestigiou o direito à integralidade, garantido pelo art 1º da citada Lei Complementar, no qual o governo insiste em retirar de todos os servidores policiais federais. Porém, o SSDPF-RJ, através de seus advogados, irá recorrer da decisão, no que concerne, também ao inciso III do parágrafo 4º do art 40, instituído pela Emenda Constitucional nº 47/2005.

A decisão restou-se omissa ao não tratar do Inciso III, que cria o direito à aposentadoria especial para os servidores que exercem a atividade exercida sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. Em vista dessa omissão o Sindicato irá interpor o recurso de agravo regimental, ao pleno do STF, para que os ministros da Corte Constitucional, decidam sobre a questão.

O Sindicato espera e aguarda que se reforme, in totum, a decisão conflitante, e que esta decisão seja favorável a todos os servidores policiais e administrativos.

Informando ademais, que o SSDPF/RJ e a FENAPEF estão acompanhando no Congresso, a tramitação das propostas das Leis Complementares nº 554 e 555/2010, que estão tramitando em regime de urgência, aguardando a instalação da Comissão Especial na Camara dos Deputados, para os devidos ajustes favoráveis a categoria.


Maiores informações clique aqui para acessar a decisão (MI 2268 - STF)     Clique aqui !

Diretoria Executiva do SSDPF/RJ
 


SERVIDORA com doença incurável não prevista em
lei terá aposentadoria integral.





A lista que relaciona doenças pelas quais os servidores públicos federais podem ser aposentados por invalidez permanente com proventos integrais, constante da Lei 8.112/90, é apenas exemplificativa. A interpretação é da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por unanimidade, os ministros definiram que não há como considerar taxativo o rol descrito na lei, porque é impossível a norma alcançar todas as doenças consideradas pela medicina como graves, contagiosas e incuráveis.

O voto é do ministro Jorge Mussi e inaugura nova posição no STJ sobre o tema. Até então, a Quinta e a Sexta Turmas vinham negando o recebimento integral dos proventos aos servidores portadores de doenças não listadas na lei, ainda que graves, incuráveis ou contagiosas. A questão chegou a ser debatida na Corte Especial do STJ em 2003, quando foi fixado entendimento de que, se não houvesse especificação na lei, os proventos seriam proporcionais.

Ocorre que o ministro Mussi levou novo argumento para ponderação. Para o ministro, somente à ciência médica cabe qualificar determinado mal como incurável, contagioso ou grave, não à jurídica. “Ao julgador caberá solucionar a causa, atento aos fins a que se dirige a norma aplicável e amparado na prova técnica, diante de cada caso concreto”, afirmou.

O ministro Mussi observou que é preciso entender qual a intenção do legislador em amparar de forma mais efetiva o servidor que é aposentado em virtude de doença grave: garantir a ele o direito à vida, à saúde e à dignidade humana. Para isso, o julgador não deve se apegar “à letra fria da lei”, orientou o ministro. Como exemplo, o ministro citou precedente da Segunda Turma do STJ que, em 2004, reconheceu o direito ao saque do FGTS a empregado que possuía familiar com doença grave não prevista em lei.  Lesão degenerativa

A questão surgiu durante a análise de um recurso especial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). De acordo com perícia, a servidora sofre de uma lesão degenerativa e irreversível na coluna, considerada uma doença grave e incurável. A lesão provoca dor cervical que se irradia para os braços (cervicobranquialgia) e dor lombar com irradiação para as pernas (lombociatalgia). É um quadro progressivo que pode causar, além da dor, diminuição da mobilidade da pessoa.

A Constituição Federal (artigo 40, I) estabelece que o servidor, sendo portador de doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei, será aposentado por invalidez com proventos integrais. No artigo 186, I, parágrafo 1, da Lei 8.112/90 estão listadas as 13 doenças, nenhuma das quais aquela que acomete a servidora em questão. Porém, na Justiça, ela obteve o direito de receber integralmente seus proventos.

A instituição recorreu ao STJ. Alegou que somente as doenças expressamente listadas na lei autorizariam a conversão de aposentadoria por invalidez proporcional naquela com proventos integrais. Como a junta médica da UFSM não constatou a ocorrência de nenhuma das doenças relacionadas no artigo 186 da Lei 8.112/90, o recebimento dos proventos integrais seria ilegal. Ainda questionou se a interpretação extensiva da lei para incluir outras doenças graves não violaria o princípio da legalidade.

Fonte: STJ - Matéria 25.03.2010
 



COMISSÃO analisará fim da cobrança previdenciária de
servidor aposentado.




Após mais de 15 requerimentos de diferentes deputados, a Câmara criou hoje, 24 de, a comissão especial que analisará a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 555/06, do ex-deputado Carlos Mota, que extingue a cobrança de contribuição previdenciária sobre proventos de servidores públicos inativos (aposentados e pensionistas). O ato de criação foi lido em sessão extraordinária do Plenário. A admissibilidade da proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em 2007.
A proposta revoga o artigo 4º da Emenda Constitucional 41, de 2003, que instituiu a Reforma da Previdência e criou a contribuição. A instalação da comissão ainda depende da indicação dos nome dos integrantes pelos partidos. Depois da análise pela comissão especial, a proposta ainda deverá ser votada em dois turnos pelo Plenário, antes de ser encaminhada para o Senado.

Fonte: Agência Câmera - Matéria 25.03.2010
 



SINDICATO recebe a visita dos advogados Martsung Alencar e Alvinho Patriota



Da esquerda para a direita Dr. Alvinho Patriota
 e Dr. Martisung Alencar (Foto: Tristão)

Em conjunto com a Diretoria Executiva do Sindicato, os advogados discutiram estratégias para dar a máxima efetividade à defesa dos direitos dos sindicalizados

Na última semana, o SSDPF/RJ recebeu a visita dos advogados Martsung Alencar e Alvinho Patriota. Ambos atuam em diversas entidades sindicais e federações da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal. Durante o encontro, realizado nos dias 16 e 17, os advogados acompanharam o andamento das novas ações judiciais que o SSDPF/RJ está movendo contra a União para garantir os direitos da categoria como: cobrança das horas extras, diferenças no adicional noturno e URP, além da manutenção dos direitos adquiridos pelo policial federal, suprimidos pelo regime de subsídios.

Em conjunto com a Diretoria Executiva do Sindicato, representada pelo presidente, Telmo Correa e pelo diretor jurídico, Elsio Quaresma, os advogados discutiram estratégias para dar a máxima efetividade à defesa dos direitos dos sindicalizados. Segundo eles, algumas ações já estão sendo executadas em alguns estados, o que, observam os advogados, demonstra a grande chance de êxito nas ações propostas pelo SSDPF/RJ. Eles ressaltam, que além dos fortes argumentos já há jurisprudências favoráveis aos servidores. “As perspectivas em torno das ações são muito boas e já há novas teses em prol da defesa dos direitos dos policiais federais, a exemplo da ação das horas extras, que já está em execução judicial para recebimento dos valores no estado de Pernambuco, primeira ação favorável deste tipo no Brasil”.
Matéria 23.03.2010
 



POLÍCIA FEDERAL  cria projeto Geração careta
 


Jovens de escolas públicas e privadas de Niterói e São Gonçalo agora querem ser careta. Eles participam do projeto Geração Careta, que tem por objetivo mostrar que ser careta é ser da hora. Idealizador do projeto, o agente da Polícia Federal Sandro Araujo conta que a idéia surgiu quando chefiava o Grupo de Pronto Emprego da Delegacia da PF em Niterói e participou de uma série de apreensões de drogas.

- Estou certo de que o problema dos entorpecentes não tem solução, a não ser que as novas gerações não queiram se envolver com eles – opina Araujo, que tem o apoio de Alexandre Agra e Richard Clarke no projeto, ambos da PF.
O Geração Careta dá palestras e oferece aulas de artes marciais ( boxe tailandês e as lutas de defesa pessoal kombato e kali-silat) gratuitas. O objetivo é convencer os jovens de que cigarro, álcool e outros entorpecentes não trazem bem algum à saúde.

O projeto começou em 2003, apenas com palestras. No início, Sandro Araujo enfrentou a resistência de diretores de escolas públicas que temiam a retaliação de traficantes. Aulas começaram no ano passado.

Em 2009, no entanto, o agente da PF conseguiu o apoio do subsecretário de Estado da Região Metropolitana, Alexandre Felipe, que colaborou com a entrada do projeto nas instituições.

Em novembro, ele recebeu a autorização da Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro ( Suderj ) para fazer os treinos de artes marciais no Estádio Caio Martins, em Icaraí. No momento, 50 alunos estão inscritos para freqüentar as aulas, que são realizadas todas as quintas feiras, das 16h30m ás 18h30m.

O estudante Erick Henrique Maia da Conceição, de 18 anos, é um dos aprendizes. O adolescente, morador do bairro Almerinda, em São Gonçalo, diz que para aprender as técnicas de defesa pessoal, o esforço de pegar dois ônibus para ir e voltar de Niterói vale à pena;

- Soube do projeto por uma palestra que assisti. Com certeza o esporte ajuda a manter pessoas da minha idade longe das drogas. Para ser atleta, o adolescente tem que cultivar bons hábitos, não dá nem para ficar ingerindo bebida alcoólica. – afirma o jovem, que concluiu o Ensino Médio no ano passado, no Colégio Estadual Manoel de Abreu, em Icaraí.

Erick destaca a linguagem simples utilizada pelos professores como um dos pontos positivos do Geração Careta:

- Eles têm muito tato para tratar de qualquer assunto. Pretendo continuar por bastante tempo nos treinos. Quem sabe, um dia me torno professor.

Mais informações podem ser obtidas no site do Geração Careta: < www.geracaocareta.ning.com >.

Fonte: O Globo - Matéria 18.03.2010
 



FENAPEF quer ação conjunta contra projetos que regulamentam aposentadoria especial »



Nesta quarta-feira, 3, a Federação Nacional dos Policiais Federais, Fenapef, irá se reunir com a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis, Cobrapol e a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, FenaPRF, e suas assessorias jurídica e parlamentar, para discutir propostas de emenda aos Projetos de Lei Complementar 554 e 555. Os projetos, de autoria do governo federal, regulamentam a aposentadoria especial do servidor público, nos três níveis de Governo: União, estados e municípios.


Conforme o assessor Parlamentar da Fenapef, Antonio Augusto Queiroz, o PLP 554/10, que trata da aposentadoria especial a servidores que exercem atividades de risco, especialmente os policiais, representa um retrocesso em relação à atual Lei Complementar 51/85, recepcionada pela Emenda Constitucional 47, notadamente ao exigir idade mínima e quebrar a integralidade e a paridade.

O projeto determina ainda que o servidor que exerce atividade de riscos só fará jus à aposentadoria especial, e sem direito à integralidade nem paridade, se cumprir, cumulativamente, os seguintes requisitos:

1) 30 anos de contribuição, sendo 25 deles de efetivo exercício em atividade de risco,

2) 5 anos no cargo em que se dará a aposentadoria, e

3) 55 anos de idade, se homem, e 50, se mulher.

Outra "inovação" do texto é a determinação, que as aposentadorias concedidas com base na Lei Complementar 51 serão revisadas para serem adequadas às normas constitucionais vigentes quando da concessão. Ou seja, as aposentadorias concedidas após a vigência da emenda constitucional 41, de dezembro de 2003, perderão o direito à integralidade e à paridade.

Para o diretor de Seguridade Social da Federação, Naziazeno Florentino dos Santos Junior , a proposta é uma ameaça às conquistas dos policiais. "Estes dois projetos devem ser combatidos pelo conjunto dos servidores públicos e suas entidades representativas porque afronta de forma direta a Lei 51".

O vice-presidente da Federação, Paulo Poloni, frisa que as entidades ligadas aos servidores da segurança pública devem discutir o tema e definir estratégias de ação. "Vamos fazer esta primeira reunião para unir esforços contra os pontos da proposta que suprimem nossos direitos".


Fonte: Agência Fenapef - Matéria 02.03.2010
 



LEI ORGÂNICA - Fenapef intensifica trabalho »



A Fenapef intensificou os contatos com parlamentares e assessores pela aprovação das emendas apresentadas ao Projeto de Lei 6493/2009 que dispõe sobre a Lei Orgânica da Polícia Federal. Além de levar aos parlamentares os pleitos da categoria, os diretores da Federação trabalham junto às bancadas o entendimento para composição da Comissão Especial criada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para examinar o projeto.

O presidente da Federação, Marcos Vinício Wink, entregou pessoalmente as propostas dos policiais ao vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Maia (PT-RS). “Sabemos que grande parte do trâmite da proposta passa pela vice-presidência, portanto, o apoio do deputado é de fundamental importância para nós”, disse. Maia deve assumir a presidência da Casa na hipótese do deputado Michel Temer se candidatar a vice-presidente da república na chapa encabeçada pela ministra Dilma Roussef.

O deputado Pompeo de Matos (PDT-RS) se reuniu com os diretores da Federação para tratar da pauta dos policiais. “Creio que conseguimos mais um aliado para nosso pleito”, ressalta o secretário-geral da Fenapef, João Valderi de Souza.

Já a deputada Iriny Lopes (PT-ES) se colocou à disposição dos policiais federais para encaminhar as demandas. Iriny, que compõe a Comissão de Segurança Pública, irá acompanhar a tramitação do projeto passo a passo. “A deputada é uma aliada de primeira hora dos federais”, diz O vice-presidente da Federação, Paulo Poloni.

O diretor Parlamentar, Marcelo Pires Teixeira também está otimista em relação ao trabalho da Federação e dos Sindicatos. “Sabemos que a luta dentro do Congresso Nacional não é fácil, por isso estamos redobrando nossos esforços para garantir uma Lei Orgânica que contemple aos policiais de um modo geral, ao DPF e a sociedade”.

Fonte: Fenapef - Matéria 28.02.2010


IR 2010: está aberta a temporada de prestação de contas com o Leão




Está aberta a temporada de Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física. Desta segunda-feira, 1º de março, até o dia 30 de abril, a Receita Federal espera receber cerca de 24 milhões de declarações. Os programas para preenchimento e transmissão da declaração estão disponiveis, para download, na página da Receita Federal.

Quem deve declarar?
Para o ajuste anual de 2009, estão obrigados a declarar todos os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 17.215,08 durante o ano de 2009.
Além disso, estão obrigados a declarar aqueles que:
Receberam, durante o ano de 2009, rendimentos não-tributáveis, tributados exclusivamente na fonte e isentos, acima de R$ 40 mil;
Realizaram, em qualquer mês-calendário, venda de bens ou direitos na qual foi apurado ganho de capital sujeito à incidência de imposto, mesmo nos casos em que o contribuinte optou pela isenção através da aplicação do produto da venda na compra de imóveis residenciais no prazo de 180 dias;
Realizaram negócios em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;
Tiveram posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil durante o ano de 2009;
Passaram à condição de residente no Brasil durante o ano de 2009 e nessa condição se encontravam em 31 de dezembro;
Indivíduos com receita bruta superior a R$ 86.075,40 através de atividade rural ou que estejam compensando prejuízos de anos anteriores ou do ano que se refere a declaração, neste caso, sendo vedada a declaração através do modelo simplificado.

Novidades do IR 2010
Em meados de fevereiro, o supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir, divulgou uma série de novidades na declaração deste ano. Entre elas, estão:
Aumento de R$ 80 mil para R$ 300 mil no valor dos bens para tornar o contribuinte obrigado a entregar a declaração;
Exclusão dos sócios de empresas da lista dos obrigados a declarar, desde que não se enquadrem em outra categoria de obrigatoriedade.

Como declarar e entregar o IR 2010
Quem se enquadra entre os contribuintes obrigados a prestar as contas com a Receita Federal deve optar entre dois modelos para entregar a declaração: completo ou simplificado.
No modelo completo, podem ser utilizadas todas as deduções legais, desde que comprovadas. Além disso, essa forma é obrigatória para quem deseja compensar prejuízo da atividade rural e compensar imposto pago no exterior.
O modelo simplificado não exige a comprovação de documentos. A diferença é que, ao contrário do primeiro, as deduções previstas na lei são substituídas pelo desconto simplificado de 20% sobre o valor dos rendimentos tributáveis na declaração - limitado ao teto de R$ 12.743,63.
A entrega da declaração pode ser feita das seguintes formas:
Formulário - nas agências e lojas franqueadas dos correios (a partir do ano que vem, esta forma de envio será extinta)
Computador - enviada pela internet ou por disquete (entregue nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal)

Prazo e multa
O prazo final da entrega da declaração é dia 30 de abril. Bancos e Correios recebem o documento no horário de expediente. Pelo computador, o contribuinte tem até 23h59min59seg do último dia para enviar a declaração.
A própria Receita alerta que documentos entregues a partir de 00h00 são considerados com atraso.
Em caso de atraso, a multa é de 1% sobre o imposto devido, com valor mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% do imposto a pagar.

Dicas importantes
Não deixe a declaração para a última hora. Além de evitar transtorno e correria ao final do prazo, o pagamento da restituição - aos contribuintes que têm esse direito - acontece por ordem de entrega, priorizando idosos com 60 anos ou mais e declarações entregues por meio eletrônico.

Fonte: InfoMoney - Matéria de 01.03.2010
 



APOSENTADORIA  Regulamentada




Finalmente serão enviados ao Congresso os projetos de lei complementar que irão regulamentar o direito à aposentadoria especial do servidor público. Isso nas esferas federal, estadual e municipal. As ações são resultado de anos de disputas entre a Previdência Social, que desejava estipular uma regulamentação restritiva, a Casa Civil e o Ministério do Planejamento, que advogam pela ampliação das mesmas regras do INSS para os servidores. Os projetos vão mexer nos incisos I a III do Parágrafo 4º do Artigo 40 da Constituição.
Parte da lei será destinada aos servidores que exercem atividades de risco, ESPECIALMENTE AS POLÍCIAS. Outra disciplinará a aposentadoria dos que desenvolvem atividades sujeitas a condições especiais que prejudiquem a saúde ou integridade física.
Os funcionários públicos que cumprirem os tempos estipulados tanto no cargo, quanto no serviço público, desde que exerçam todo o período em atividade considerada de risco ou prejudicial à saúde ou à integridade física, farão jus à aposentadoria especial, sem exigência de idade mínima. Segundo o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Antônio Augusto de Queiroz, aqueles que não comprovarem todo o período exercido sob condições especiais poderão transformar o tempo especial em período comum, com o acréscimo previsto na legislação, para efeito de aposentadoria normal. Nesse caso, entretanto, estará sujeito à idade mínima. Para o especialista, trata-se de uma grande vitória, afinal, “essa situação vinha se arrastando há décadas, desde a promulgação da Constituição de 1988. E só será regulamentada porque os tribunais começaram a deferir mandado de injunção reconhecendo o direito à aposentadoria especial a esses servidores. Daí a AGU, ainda na gestão do ex-ministro José Antônio Dias Toffoli, ter cobrado formalmente do governo a regulamentação da matéria”. A regulamentação é necessária e oportuna, e corrigirá uma grande injustiça com os trabalhadores do serviço público, que são expostos a riscos ou agentes nocivos à saúde.

ARTIGO 40
Os projetos de lei que serão encaminhados pelo governo federal para tramitação no Congresso Nacional, vão alterar os três incisos – I, II e III do Parágrafo 4º do Artigo 40 da Constituição Federal de 1988.
 

Matéria 22.02.2010
 



APF  MIRANDA um exemplo de dedicação a PF



O APF Sebastião Antônio Miranda, atual diretor de patrimônio do SSDPF/RJ, é uma referência e um exemplo de dedicação a profissão, tanto para os policiais federais veteranos quanto para os novatos.

Miranda, como conhecido por todos, ingressou na Polícia Federal em dezembro de 1950. Durante seus 30 anos como agente da Polícia Federal, Miranda que atuou no Serviço de Segurança do presidente Figueiredo e de diversos ministros do Brasil e do exterior, só somou elogios em sua folha de serviços e nenhuma penalidade.

Os elogios exaltam não só sua atuação profissional como sua conduta pessoal, á exemplo da visita oficial do ministro de Turismo da França, prefeito de Nice e presidente do Conselho Geral dos Alpes Marítimos, Sr. Jacques Médecin, em 1977. “...desincumbiu perfeitamente as suas funções, fazendo-se merecedor, não somente pelo seu desempenho profissional, mas também por suas qualidades pessoais quando demonstrou perfeita noção do cumprimento do dever, de disciplina e fineza no trato com o público, enobrecendo o nome da Polícia Federal...”. Ele também foi responsável pela segurança de Peter Vanneck, Lord maior de Londres, por ocasião da sua visita oficial ao Brasil.

Por sua dedicação e seu incansável trabalho em prol da nação como policial Federal, Miranda recebeu Moção de Congratulações, em agosto de 2000, da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, iniciativa do então vereador Chico Aguiar.

Sua trajetória ilibada é constantemente lembrada e homenageada pela Diretoria Executiva do SSDPF/RJ. Em abril de 2009, em reconhecimento a sua atuação e constante colaboração ao Sindicato, seu nome foi escolhido para inaugurar o auditório do SSDPF/RJ, que passou a se chamar: Agente Especial Sebastião Antônio Miranda.

Miranda avisa aos agentes listados abaixo, que caso tenham interesse em anexar a sua folha de serviço cópia dos elogios da Presidência da República durante o governo do presidente Figueiredo, que exalta a atuação destes agentes pela lealdade e pelo alto nível do trabalho prestado, que a mesma se encontra no link abaixo ou na Sede do Sindicato.

Agentes homenageados:

Alair José Reis, Alexandre Collaço Bezerra, Antônio Jorge Ferreira dos Santos,
Arthur Abilio Barbosa, Athaide Sperle Filho, Benedito Jardim do Nascimento, Carlo Alberto Caldas, Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Pereira Peixoto, Carlos José Backes, Cesar da Costa Oliveira, Dinamir Pereira Bidart, Elmo Palhares dos Santos, Emílio Gentil Junior, Evandro Jorge Calabrio, Everaldo Ferreira da Paixão, Gerson Júnior, Evandro Jorge Calabrio, Everaldo Ferreira da Paixão, Gerson Francisco Sodré, Gilson Pinto Corrêa, Ivan dos Santos Calábrio, João Alfredo Gonsalves Carriço, João Luiz Cavalcante de Carvalho, José Alvino Ferreira Neto, José Carlos Thomaz da Silva, José Ribamar Pereira, JosinilsonCruz da Silva, Luiz Carlos Dias, Luiz Carlos de Souza, Luiz Oliveira, Manuel Miranda da Costa, Merandolino José de Melo, Milton de Souza, Nael Palmares dos Santos, Orlando de Souza Moreira, Pedros Píncano, Ricardo Ferreira Maciel, Ricardo Gomes Santos, Sebastião Antonio Miranda, Sendisy Miranda Rosa, Sérgio Medeiros da Costa, Sérgio Rodrigo Machado, Severino Carvalho de Azevedo, Valdelir Dias Pinna, Walter Justino e Wanderley Silva de Oliveira.

Clique para baixar os arquivos:


Confira a folha de serviço do APF
Miranda Moção -
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Confira a folha de serviço do APF Miranda
Moção -
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Luiz Paulo Barreto assume o Ministério da Justiça



O ministro da Justiça, Tarso Genro, transmitiu o cargo ao seu sucessor, Luiz Paulo Barreto, hoje quarta-feira (10). A cerimônia aconteceu às 11h30, no Salão Negro do Ministério da Justiça.

Funcionário de carreira, Barreto ingressou no Ministério em 1983, aos 19 anos, por meio de concurso público. Em um segundo processo seletivo, desta vez para o quadro de nível superior, foi aprovado em primeiro lugar.

Luiz Paulo Barreto assumiu o cargo de Secretário Executivo do Ministério da Justiça em 2003. Desde então, atuou na condução das políticas de Segurança Pública, implantação do Sistema Penitenciário Federal, Reforma do Judiciário, processos de Defesa da Concorrência e do Consumidor, além de um dos maiores programas de combate ao tráfico de seres humanos.

Participou ainda da criação e implantação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), lançado pelo ministro Tarso Genro em agosto de 2007. Até este mês, ocupou ainda as presidências do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) e do Comitê Nacional para Refugiados (Conare).
 



IR Sobre Abono de Permanência é Suspenso



O abono de permanência no serviço público tem natureza indenizatória, por ser uma compensação ao servidor que permanece em atividade. Com base nesse entendimento, o juiz Régis de Souza Araújo, da 3ª Vara Federal do Piauí, julgou procedente ação proposta pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado do Piauí (Sintrajufe-PI). Ele determinou, em antecipação de tutela, que a União deixe de efetuar desconto do Imposto de Renda sobre os valores pagos a título de abono.
O juiz também condenou a União a devolver os valores já descontados, que deverão ser efetivados após o trânsito em julgado da ação. Segundo a decisão, o abono de permanência no serviço público tem caráter indenizatório e foi instituído pela Emenda Constitucional 41/2003.
De acordo com a Justiça Federal, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região já decidiu que o abono de permanência possui natureza indenizatória e que o caso não se trata de isenção, mas de mera não incidência do Imposto de Renda.
A União contestou a ação. Alegou que o abono tem natureza remuneratória, já que é obtido mediante requerimento expresso do servidor interessado em permanecer em atividade. Também alegou que na Lei 7.713/88, que trata do Imposto de Renda, não há previsão de isenção para o abono em questão.

Fonte: Conjur - Matéria 09.02.2010
 



FENAPEF apresenta emendas ao projeto da L.O. »

Na última quarta-feira, dia 3, o deputado Paulo Rocha (PT/PA) apresentou à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados quatro emendas ao Projeto de Lei Orgânica da Polícia Federal. As alterações foram propostas pela Federação Nacional dos Policiais Federais e aprovadas pelos sindicatos estaduais, na última assembléia geral extraordinária, realizada no final do ano passado.

As alterações sugeridas pela Fenapef visam, entre outros objetivos, a modernização da instituição policial, com uma nova estutura, mais coerente e adequada, para facilitar o cumprimento das competências constitucionais pelo Departamento de Polícia Federal.

Uma emenda propõe uma nova estrutura de cargos na carreira policial federal, com a unificação dos cargos de agentes, escrivães e papiloscopistas e sua transformação no cargo único de “Oficial de Polícia Federal”.

A definição dos critérios para nomeação do diretor-geral da PF também foi o objeto da emenda. O projeto original da L.O cria o monopólio dos delegados para a função de dirigente da PF. A proposta da Fenapef restabelece a forma atual, que permitie a indicação de qualquer pessoa de notório conhecimento técnico e científico na ciência policial e devidamente capacitada para o encargo de gestão administrativa.

Além das emendas propostas pela Fenapef, foram apresentadas outras quatro, de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS), que atende a pedido dos servidores administrativos, incluindo algumas propostas de interesse de todos servidores da PF. Outras 11 emendas, apresentadas pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) contemplam demandas dos delegados da PF e giram basicamente em torno da ampliação de suas prerrogativas. Uma dessas emendas propõe a subordinação dos peritos criminais federais aos delegados, ao prever que toda iniciativa dos PCF dependerá de autorização dos DPF.

A íntegra de todas as emendas pode ser consultada através do seguinte link da Câmara:
http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=461541

Íntegra do projeto original, sem as emendas:
http://www.camara.gov.br/sileg/integras/717940.pdf

Íntegra das emendas propostas pela Fenapef:
http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=465735

http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=465736
http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=465736
http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=465736

Fonte: Agência Fenapef - Matéria 09.02.2010
 



NOTA DE FALECIMENTO



Com grande pesar, o SSDPF-RJ comunica o falecimento do Agente Especial HILSON ALVES FRAGA.
Hilson foi um servidor, esposo e homem, que viveu pautado pela conduta ilibada. Era pai de Maria de Fátima Fraga, muito querida pelos colegas do Sindicato, onde trabalha como secretária administrativa, e diariamente soma com seu profissionalismo, extrema simpatia e competência.

O Agente Especial que faleceu neste sábado 30, por volta das 5:00h, era aposentado, tinha 84 anos e sua última lotação foi na "Marítima".
O sepultamento ocorreu às 17:00h deste mesmo dia, no cemitério de Ricardo de Albuquerque.
A Diretoria Executiva do Sindicato, bem como seu quadro de funcionários, amigos e colaboradores, estão muito sensibilizados com o ocorrido, e já prestando total apoio e solidariedade à família, neste momento de turbulência.

AMIGA FÁTIMA, ESTAMOS COM VOCÊ !!!

"O SENHOR É MEU PASTOR E NADA ME FALTARÁ..."

(Salmo 91)
SSDPF-RJ
(fonte: familiares)
 



   PREVIDÊNCIA  não pode descontar terço de férias



Primeiro o Supremo Tribunal Federal (STF), agora é o Superior Tribunal de Justiça (STJ) que também é contrário ao desconto previdenciário sobre o terço do salário que os trabalhadores e servidores recebem quando entram de férias. O entendimento de que o desconto seria indevido era aplicado pela Turma Nacional de Uniformização de Jurisprudência dos Juizados Especial Federais em ações que tramitavam na Justiça. Dependendo do valor do salário, o percentual descontado é de 8%, 9% ou 11%.

“O trabalhador deve entrar com ação imediatamente para pedir o cancelamento do desconto, como cobrar atrasados dos últimos cinco anos”, diz o presidente da Anacont, José Roberto Oliveira.

Um servidor que ganha o teto de R$ 24 mil, por exemplo, desconta R$ 880 das férias. Teria direito a atrasados de R$ 4.400,00 sem contar correção do período. Um trabalhador da iniciativa privada que recebe R$ 3.416 (teto da Previdência) deixará de descontar R$ 125,29. Ao requerer os últimos cinco anos terá direito a R$ 629,45, mais correção A ação deve ser feita nos Juizados Especiais Federais que aceitam causas de até 60 mínimos (R$ 30.600), sem necessidade de advogado.

O STF considerava que não deveria haver a contribuição desde 2005. Para o Supremo, o adicional de férias é um reforço financeiro que o trabalhador deve usar durante o descanso remunerado. A ministra Eliana Calmon reconheceu que o entendimento do STJ divergia do posicionamento do STF. “Embora não se tenha decisão do Pleno, os precedentes demonstram que as duas Turmas da Corte Maior consignam o mesmo entendimento, o que me leva a propor o realinhamento da posição do STJ”, declarou.

Fonte: O Dia - Matéria 27.01.2010
 



DECRETO 7.014/2009 REGULAMENTA A PROGRESSÃO FUNCIONAL DO DPF !!!

Presidência da República



Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

DECRETO Nº 7.014, DE 23 DE NOVEMBRO DE 2009.

Disciplina os requisitos e condições de promoção na Carreira Policial Federal, de que trata
o
§ 1o do art. 2o da Lei no 9.266, de 15 de março de 1996.

(VEJA AS NOVIDADES)

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no § 1o do art. 2o da Lei no 9.266, de 15 de março de 1996,
DECRETA:
Art. 1o Aos servidores integrantes da Carreira Policial Federal, instituída pelo art. 1o do Decreto-Lei no 2.251, de 26 de fevereiro de 1985, e reorganizada pela Lei no 9.266, de 15 de março de 1996, aplicar-se-ão os requisitos e condições de promoção de acordo com as normas constantes deste Decreto.
Art. 2o A promoção consiste na mudança de classe em que esteja posicionado o servidor para a classe imediatamente superior.
Art. 3o São requisitos para promoção nos cargos da Carreira Policial Federal:
I - exercício ininterrupto do cargo:
a) na terceira classe, por três anos, para promoção da terceira para a segunda classe;
b) na segunda classe, por cinco anos, para promoção da segunda para a primeira classe;
c) na primeira classe, por cinco anos, para promoção da primeira para a classe especial;
II - avaliação de desempenho satisfatória; e
III - conclusão, com aproveitamento, de curso de aperfeiçoamento.
Parágrafo único. Interrompido o exercício, a contagem do interstício começará a correr a partir do retorno do servidor à atividade.
Art. 4o A avaliação de desempenho de que trata o inciso II do art. 3o será realizada a cada período de doze meses pela chefia imediata e será confirmada pela autoridade superior.
§ 1o A avaliação do servidor ao final do interstício estabelecido para promoção será apurada pela média dos resultados obtidos no período.
§ 2o O servidor que não atingir o desempenho satisfatório para promoção permanecerá na mesma classe até que a média dos resultados do período de avaliação seja considerada satisfatória.
§ 3o Os resultados das avaliações de desempenho dos servidores serão publicados mensalmente.
Art. 5o Na avaliação de desempenho, serão observados os seguintes critérios mínimos:
I - qualidade e quantidade de trabalho;
II - iniciativa e cooperação;
III - assiduidade e urbanidade;
IV - pontualidade e disciplina;
V - conhecimento do trabalho e autodesenvolvimento;
VI - preparo físico;
VII - habilidade para manuseio e porte de arma.
Parágrafo único. O disposto no inciso VII será aferido por meio de prova prática de tiro. Art. 6o O curso referido no inciso III do art. 3o, cujo conteúdo observará a complexidade das atribuições dos cargos e os níveis de responsabilidade de cada classe, será ofertado aos servidores até o semestre anterior ao cumprimento do interstício exigido para promoção.
§ 1o O curso de aperfeiçoamento será oferecido pela Academia Nacional de Polícia ou por entidade oficial de ensino, nacional ou estrangeira, devidamente reconhecida pelo Departamento de Polícia Federal.
§ 2o No caso de promoção para a classe especial, o curso a que se refere o caput será preferencialmente de pós-graduação.
§ 3o Findo o curso, a Academia Nacional de Polícia publicará a lista dos servidores que o concluíram com aproveitamento.
Art. 7o Os atos de promoção são da competência do dirigente máximo do Departamento de Polícia Federal e deverão ser publicados no Diário Oficial da União, vigorando seus efeitos administrativos e financeiros a partir do primeiro dia do mês subsequente à data em que o servidor completar todos os requisitos para a promoção. Art. 8o Os servidores que já tiverem preenchido todos os requisitos previstos no art. 3o serão promovidos até o primeiro dia do mês subsequente à data da publicação deste Decreto. Art. 9o Serão imediatamente oferecidos pelos órgãos ou entidades de que trata o § 1o do art. 6o cursos de aperfeiçoamento aos servidores que já tiverem preenchido os requisitos previstos nos incisos I e II do art. 3o na data da publicação deste Decreto. Parágrafo único. Os servidores que obtiverem aprovação nos cursos de que trata o caput serão promovidos até o primeiro dia útil do mês subsequente à conclusão do curso. Art. 10. O tempo de efetivo exercício na classe correspondente na vigência da regulamentação anterior será contado para efeito da primeira promoção do servidor após a publicação deste Decreto. Art. 11. Os servidores que na data da publicação deste Decreto já tenham preenchido o requisito da alínea “a” do inciso I do art. 3o terão computado como tempo de efetivo exercício na classe superior o período que decorreu do cumprimento do interstício na classe anterior até a data da efetiva promoção. Art. 12. As normas complementares para a execução deste Decreto e o detalhamento da sistemática de avaliação dos servidores da Carreira Policial Federal constarão de ato conjunto dos Ministérios da Justiça e do Planejamento, Orçamento e Gestão. Art. 13. Até 31 de dezembro de 2010, o interstício para a promoção nos cargos da Carreira Policial Federal de que tratam as alíneas “a” e “b” do inciso I do art. 3o poderá ser reduzido em até cinquenta por cento, em ato do Ministro de Estado da Justiça, para os servidores que tomarem posse até 31 de dezembro de 2009, desde que tenham obtido nas respectivas avaliações de desempenho pelo menos oitenta por cento da pontuação máxima.
Art. 14. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 15. Fica revogado o Decreto no 2.565, de 28 de abril de 1998
.
Brasília, 23 de novembro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.


LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Paulo Bernardo Silva

 


 

 

 




  SSDPF - RJ  ELEGE DELEGADOS SINDICAIS REPRESENTANTES DAS DESCENTRALIZADAS
 NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

 O Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, em eleições realizadas nos dias 14, 15, 16, 17, 18, 19 e 22 de dezembro, elegeu os Delegados Representantes Sindicais nas Delegacias Descentralizadas. Confira abaixo o nome dos atuais representantes nas suas respectivas descentralizadas:
 

DPF/NITERÓI: SANDRO Mauro Lima de Araújo

DPF/NOVA IGUAÇU: Eduardo BERNARDES Vieira

DPF/MACAÉ: Luis CLÁUDIO Rodrigues

DPF/CAMPOS DE GOYTACAZES: ISAIAS Martins da Silva

DPF/VOLTA REDONDA: ORLANDO Siqueira Silva

DPF/Deain/RJ: SAUL Bermerguy

DPF/ANGRA DOS REIS: GUSTAVO Marot Kair